Carandiru – 2003

Uma superprodução brasileira baseada no livro do dr. Drausio Varella, onde ele relata os momentos que ele teve com os presidiários durante uma campanha de contenção da AIDS no presídio. A história do filme conta o antes, o durante e o depois da rebelião que antecede o massacre de 1992 no Carandiru. Uma história real, porém ninguém sabe ao certo o que ocorreu, dado que foram mortos 111 presos e nenhum policial ao menos fora ferido. O filme coloca os policiais como vilões, matando todos os condenados que encontravam pela frente, mostrando-os desarmados diante de uma tropa de choque maquiavélica disposta a fazer uma limpeza humana, em um presídio que abrigava mais de 7.500 presos, mais do que era permitido pela sua capacidade.

Claro, o principal personagem do filme é o presídio. E nele relata as histórias dos presos que ali viviam. O personagem que mais se destaca é o personagem de Gero Camilo, ou Sem Chance, que era assistente do Doutor, ajudando a tratar dos presos. Além de ser todo carismático, o único que realmente cativa o telespectador, ele se apaixona e se casa do Lady Di, personagem de Rodrigo Santoro, um travesti que já se deitou com mais de dois mil homens só dentro do presídio. O personagem de Rodrigo Santoro não tem muita profundidade, poderia ter sido mais explorada por causa tanto do personagem como pelo ator que sabemos que ele é. Portanto acredito que o personagem Lady Di tenha permanecido um pouco apagado, podendo ter sido mais aprofundado.

No geral, muitas cenas desnecessárias, o que contribuiu para o tempo longo do filme, o que também é desnecessário. E também, muito personagem raso, como no caso, o personagem de Lázaro Ramos, o Ezequiel, viciado e devedor para os traficantes, que paga o que deve com a irmã, que tem que se deitar com os presos, levantar um dinheiro, e dar para Ezequiel pagar os traficantes do presídio. Caio Blat também não foi diferente. Deusdete é amigo de infância de Zico, representado por Wagner Moura, que foi parar na prisão por ter se vingado dos estupradores de sua irmã, e mais tarde fora morto pelo próprio amigo, devido suas alucinações pelo uso do crack. Não hei de citar todos os personagens, pois são muitos o que ficaram rasos na história, como por exemplo, Milton Gonçalves, Aílton Graça, Floriano Peixoto, etc.

Apesar dos personagens rasos, o filme não se perde em momento algum. Tem um excelente desenvolvimento, conta muito bem as histórias de alguns dos mais de sete mil presos desempenhando muito bem seu papel de superprodução. Havia muita expectativa antes do lançamento do longa, agradando à muitos e desapontando à tantos outros. Eu particularmente, gostei bastante do filme, muita cena forte, muita cena chocante, mostrando imensas poças de sangue nas cenas finais do massacre no presídio. Essas porém, foram cenas intensas, que te deixam assustado, e ao mesmo tempo, tocado. Enfim, o filme foi dirigido pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, possui duas horas e meia de duração, e um elenco grandioso composto por Luiz Carlos Vasconcelos, Milton Gonçalves, Aílton Graça, Maria Luísa Mendonça, Aída Lerner, Rodrigo Santoro, Gero Camilo, Floriano Peixoto, Vanessa Gerbelli, Eduardo Mancini, Ricardo Blat, Milhem Cortaz, Caio Blat, Wagner Moura, Júlia Ianina, Sabrina Greve, Lázaro Ramos, Gabriel Braga Nunes, Antônio Grassi, Rita Cadillac, Enrique Diaz, Sabotage, Dudu Pelizzari, Dionisio Neto, Leona Cavalli, Claudia Wonder e Ivan de Almeida.

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