Cinema nacional: Proibido Proibir – 2006

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Direção: Jorge Duran
Gênero: Drama
País de Origem: Brasil

Mais um filme sem consistência que aborda o crime organizado, as favelas do Rio de Janeiro e o tráfico de drogas. Proibido proibir é um drama nacional que conta sobre um triângulo amoroso, aliás, achei muito bonito Jorge Duran inspirar-se em Truffaut e Bertolucci, mas há um pequeno problema: faltou foco em um problema na história.

Paulo (Caio Blat) estuda medicina no Rio de Janeiro e divide o apartamento com Leon (Alexandre Rodrigues), ambos são quebrados e contam as moedas para pagarem as contas. Leon conhece a bela Letícia (Maria Flor) e ambos engatam num relacionamento amoroso. Paulo conhece Rosalina (Edyr Duqui) em uma de suas aulas, ela é paciente terminal de leucemia. Ele tenta fazer com que os últimos dias de vida dela tenham uma qualidade melhor do que ela tem vivido, inclusive ir atrás de seus filhos desaparecidos. Nisso, ele descobre que os filhos da paciente são vítimas do crime organizado no morro da favela e os três, Paulo, Letícia e Leon se envolvem neste cenário caótico, passando de testemunhas para procurados pela polícia corrupta.

O filme tenta abordar o caos sócio-econômico-político do Rio de Janeiro. Mas o longa trata de inúmeros problemas sem focar em apenas um. No entanto, o roteiro se torna um tanto raso e não se aprofunda em apenas um problema, deixando o espectador perdido na trama.

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A atuação de Caio Blat sobressai as dos outros atores que parecem não ter química alguma. Maria Flor desaponta ao esperarmos muito dela. Ela se torna mais uma ponta solta no filme do que uma dos principais personagens.

Buscapé, ou melhor, Alexandre Rodrigues ainda se supera em algumas cenas, mas seus diálogos rasos e seus discursos prontos sobre as questões sociais do país não convencem o público em hora nenhuma.

O que poderia ser uma interessante história sobre a descoberta de três jovens sobre o amor e questões sociais, se torna algo tão raso e tão perdido, que no fim do filme só nos resta torcer o nariz para mais uma história de clichês e cenas rasas cheias de pontas soltas, onde a crítica social no filme não tem um propósito e não chega a conclusão nenhuma no final das contas.

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