O Teorema Zero (Terry Gilliam, 2014)

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Original: The Zero Theorem
Direção: Terry Gilliam
Roteiro: Pat Rushin
Gênero: Drama, Fantasia, Sci-Fi
Origem: Reino Unido, Estados Unidos e Romênia
Duração: 107 minutos

Na ambição de rematar sua Santíssima Trindade, o cineasta inglês Terry Gilliam, com ajuda do roteirista Pat Rushin, criou O Teorema Zero. Integrante do grupo que revolucionou o modo de fazer comédias, o lendário Monty Python, Gilliam deu seus próprios passinhos em 1977, ao dirigir Jabberwocky – Um Herói Por Acaso. A história de um jovem na Idade Média que, de repente, vira a única esperança de um reino inteiro contra um dragão. Daí já percebemos uma certa inclinação de Gilliam para aventuras malucas, mas que ele só conseguiu executar bem mesmo em O Barão de Munchausen, embora a produção tenha sofrido inúmeros problemas para ser concluída.

Em Brazil, de 1985, Terry Gilliam colocou seu nome na história. Criou uma das mais brilhantes ficções-científicas da cinematografia. Com um cenário futurista, recheado de elementos steampunk, reza a lenda que Gilliam recriou o Brasil dos tempos de Ditadura Militar, sob uma olhar crítico e distópico. Ao som de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, o protagonista Sam Lowry é funcionário público de um país burocrático e repressor. No entanto, torna-se inimigo público quando se apaixona por uma terrorista e ajuda a esconder um traidor.

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O Teorema Zero

Quando em 1995 lançou Os Doze Macacos, outro sci-fi futurista, mas desta vez com um visual discreto e realista e embalado por um tango inspirado por Astor Piazzolla, provou que Brazil que não era uma questão de sorte. Havia, sim, alguma genialidade em seu modo de realizar cinema. Agora, em 2014 apresenta ao mundo O Teorema Zero, protagonizado pelo “ator do momento”, Cristoph Waltz. Waltz é Qohen Leth, que busca sentido à sua existência. O pontapé inicial do filme é dentro de uma igreja, onde Qohen Leth aguarda por uma chamada telefônica. No decorrer, compreendemos que o protagonista não espera por uma chamada, mas por um chamado. Algo espiritual, divino, que justifica sua existência. O personagem passa por crises muito comuns e modernas, síndromes do pânico, depressão, questionamentos existenciais.

Mas O Teorema Zero ainda não pode ser a última nume da Trindade de Gilliam. É pretencioso e não tão inteligente ou interessante quanto seu criador gostaria. Visualmente parecido com Brazil, o longa se ambienta numa Londres do futuro. A estética acaba por chamar mais atenção que seu conteúdo, entendiante para a maioria dos espectadores. Junte o colorido, a fotografia contrastada e steampunk de Brazil, misture ao futurismo, tecnologia, teor filosófico e telões publicitários de Blade Runner, e ao ar pictório e burlesco de The Rocky Horror Picture Show. Pronto, aí está o que há de mais especial em O Teorema Zero.

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