[Coluna de quadrinhos] Política, música, culinária, moda e outras coisas: tem de tudo na arte de Reinaldo Figueiredo

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Por Francisco Costa

Quem conhece o Reinaldo Figueiredo pelo Casseta e Planeta, nem imagina que ele começou sua carreira fazendo quadrinhos para o jornal impresso O Pasquim, onde ficou de 1974 a 1985. Com charges políticas de humor ácido, o artista se destacou no meio jornalístico, tanto que tem na bagagem quatro livros de humor gráfico.

Em 1984, criou o jornal mensal O Planeta Diário, ao lado de Hubert Aranha e Cláudio Paiva. Em novembro, o cartunista e ilustrador passou pela cidade de Goiânia e aproveitamos a oportunidade para bater um papo. Confira.

Entrevista

Caneta e Café – Fale um pouco de seu quarto livro, A Arte de Zoar. Ele é focado em política?

Reinaldo Figueiredo – Não, não. É um livro de desenhos de humor em geral. É uma compilação de uma seção que faço lá no O Globo, todo domingo, que chama A Arte de Zoar. Trata de assuntos variados, não apenas sobre política. Cultura, culinária, moda, música, um monte de coisa…

Caneta e Café – Mas você trabalha muito com humor político, normalmente…

Reinaldo Figueiredo – Comecei fazendo o Pasquim, um jornal de humor dos anos 1970, que combatia o regime militar. Falávamos (tentávamos) de política. Mas é algo impressionante. Faço desenho sobre corruptos há 40 anos e aparentemente não adiantou nada, o negócio só está piorando.

Caneta e Café – Eles estão te dando ferramentas para trabalhar (risos).

Reinaldo Figueiredo – A única diferença é que naquele tempo eles roubavam em Cruzados, Cruzeiros… Agora a moeda é outra.

Caneta e Café – Muita gente te conhece pelo seu trabalho na TV, mas você está nos quadrinhos desde os anos 1970. Como entrou nesse universo?

A Arte de Zoar é o quarto livro do cartunista
A Arte de Zoar é o quarto livro do cartunista

Reinaldo Figueiredo – Entrei a pé, pelo Pasquim, porque morava perto da redação do jornal. Levei meus desenhos e felizmente o Jaguar e o Ziraldo estavam lá e gostaram. Daí eu passei a ser colaborador do jornal.

Caneta e Café – A Arte de Zoar saiu no fim do ano passado, Você já tem outros trabalhos em mente?

Reinaldo Figueiredo – Não sei quando, mas com certeza vou fazer mais algum livro. Mas ainda estou divulgando o material.

Caneta e Café – E o que você lê de quadrinhos?

Reinaldo Figueiredo – Prefiro sempre quadrinhos de humor. Gosto do Laerte, algo nessa linha. Tem muita gente boa, que faz tanto desenho de humor, quanto quadrinhos. É só procurar.

Caneta e Café – O que pode nos dizer sobre HQs de heróis?

Reinaldo Figueiredo – Às vezes as pessoas são centradas nessa coisa do super-herói, que não é minha praia. Mas eu vejo como um público importante. O pessoal que lê os heróis agora, pode querer ler outra coisa no futuro.

Caneta e Café – E sobre o Casseta e Planeta? Teremos novidades?

Reinaldo Figueiredo – Acabou aquela temporada de 20 anos (risos). Mas, talvez, no ano que vem façamos algo no Multishow, com outro formato. Na TV a cabo dá pra ousar mais. Mas vamos ver.

Veja um vídeo do lançamento de A Arte de Zoar, do ano passado:

Confira o site do artista AQUI.

Francisco Costa é jornalista, especialista em marketing e comunicação digital e fã de quadrinhos – jor.francisco.costa@gmail.com

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