Capitão Gralha ganha coletânea pela Editora Quadrinhópole

O curitibano Francisco Iwerten é tido por muitos como o primeiro quadrinista do país, tendo criado o super-herói Capitão Gralha na década de 1940, logo após retornar de uma viagem aos EUA pela política da boa vizinhança, na qual visitara o estúdio de Bob Kane, o criador do Batman. Essas histórias, esquecidas por muito tempo, foram finalmente resgatadas no álbum As Histórias Perdidas do Capitão Gralha, da editora Quadrinhópole, que será lançado no dia primeiro de abril, na Gibiteca de Curitiba.

Depois de muitos anos no limbo do esquecimento, Iwerten foi lembrado no final da década de 1990, quando nove artistas da capital paranaense decidiram homenageá-lo criando o Gralha, popular super-herói nacional que fascina leitores até hoje. Devido ao enorme sucesso do Gralha, muito especulou-se sobre o herói original e seu obscuro criador, mas nada de muito concreto fora encontrado pelos pesquisadores de quadrinhos. Basicamente, tudo o que sabíamos sobre Iwerten era fruto de mera especulação e sua vida e obra continuavam envoltas em mistérios.

Até agora. Depois de um extenso trabalho de “garimpo”, a Editora Quadrinhópole conseguiu reunir alguns dos quadrinhos mais raros de Francisco Iwerten, que após passarem por um processo de restauração, serão publicados na coletânea. O volume conta ainda com extensa pesquisa de Gian Danton, narrando fatos até então desconhecidos sobre Francisco Iwerten: suas origens, a viagem aos EUA, as inspirações que o levaram a criar o primeiro super-herói brasileiro, as dificuldades em se publicar quadrinhos naquela época e o seu trágico fim. No total são 12 histórias, todas com roteiro de Francisco Iwerten, mas muitas desenhadas por ilustradores da época e tem até uma HQ inédita de Mozart Couto, em início de carreira. Um prato cheio para os fãs de super-heróis, de quadrinhos nacionais de qualidade e até mesmo pesquisadores da área.

Brincadeira

Alessandro Dutra, Antonio Eder, Augusto Freitas, Edson Kohatsu, Gian Danton, José Aguiar, Luciano Lagares, Nilson Müller e Tako X inventaram Francisco Iwerten e o Capitão Gralha quando decidiram criar o Gralha em 1997, sob a justificativa de que o seu super-herói seria o resgate de um personagem esquecido. Apesar da história ter sido esclarecida em 2014 – durante a Gibicon Curitiba e também no posfácio do álbum Gralha: Tão banal quanto original – muitos ainda se recusam a aceitar a verdade. Utilizando essa deixa, a Quadrinhópole publicou, então, as HQs “perdidas” do Capitão Gralha, aproveitando o mundialmente celebrado dia da mentira.

As 12 histórias presentes no álbum contam com roteiro de Leonardo Melo, Gian Danton, JJ Marreiro e Antonio Eder, contando com arte de JJ Marreiro, Rui Silveira, Daniel Malzhen, Edson Kohatsu, Mozart Couto, Giuliano Peratelli, Adauto Silva, Antonio Eder e Márcio Freire. Curiosamente, a vida e obra de Francisco Iwerten são mentiras, mas o lançamento deste álbum não é…

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