[Coluna de quadrinhos] Ye é a nova obra de Guilherme Petreca

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Por Francisco Costa

Piratas, bruxas, malandros e monstros: o menino Ye enfrenta os grandes perigos do mundo em sua jornada de autodescoberta. Este novo livro de Guilherme Petreca, uma das principais revelações da nova narrativa fantástica brasileira, é uma história de aventura e magia para adultos e crianças.

Ye não é só o garoto que protagoniza essa história, mas também quem lhe dá nome. O título promete agradar aos fãs de obras fantásticas como O Senhor dos Anéis e Harry Potter. E como somos fãs deste tipo de aventura, não poderíamos passar batidos. Falamos com o cara!

O lançamento está previsto para 14 de maio, na loja da Ugra
O lançamento está previsto para 14 de maio, na loja da Ugra

Entrevista

Caneta e Café – Você lançará agora a HQ Ye. Nos fale um pouco…

Guilherme Petreca – A HQ nasceu de uma vontade de colocar no papel um monte de coisa que eu queria desenhar. É como um caldeirão de referências acumuladas, onde jogo o personagem no meio e vejo o que acontece. Eu senti a necessidade de fazer uma HQ com tudo que gosto de ler, desenhar, assistir, escutar. Para isso funcionar achei que seria necessário que a trama fosse a coisa mais simples que eu pudesse pensar, então daí surge: um garoto mudo, que embarca em uma jornada em busca de sua cura, e no caminho enfrenta piratas, conhece um sanfoneiro aposentado, um palhaço bêbado e uma bruxa velha, em meio a pesadelos e uma batalha interna contra um rei monstruoso.

Caneta e Café – Onde podemos adquirir?

Guilherme Petreca – A HQ está em pré-venda, nas seguintes lojas:

Amazon;

Loja Veneta;

Livraria Cultura;

Saraiva.

O lançamento está previsto para 14 de maio, na loja da Ugra (R. Augusta, 1371, Consolação, São Paulo).

Caneta e Café – Tenho visto algumas animações sobre esse trabalho e são bem legais. É você mesmo quem faz?

Guilherme Petreca – Sim.

Caneta e Café – Você se imagina atuando também nessa área ou é algo meramente publicitário e específico para divulgar Ye?

Guilherme Petreca – A minha vontade de fazer quadrinhos veio através da vontade de fazer animação. Eu não tenho paciência para ser animador, então a HQ surgiu como uma alternativa de expressar o que eu gostaria de mostrar por meio das animações. Hoje acredito que o quadrinho seja o meio mais interessante para eu me expressar. Sou apaixonado pela mídia e pelas possibilidades que ela dá. E sim, gostaria de atuar de forma autoral na animação. Quem sabe um dia?

Caneta e Café – Fale um pouco de seus outros trabalhos?

Guilherme Petreca – O Galho Seco (2013, independente) foi a primeira experiência que tive em produzir e publicar uma HQ. É uma história bastante curta, mas não teria como ser diferente. Sou muito ansioso, se meu primeiro quadrinho tivesse 200 páginas e demorasse dois anos para ser produzido, provavelmente eu teria desistido na décima página.

O Galho Seco é uma experimentação livre, na qual queria passar a sensação que eu tinha escutando uma música e assistindo aos espetáculos circenses, que tanto me influenciam.

O Carnaval de Meus Demônios (2015, Balão Editorial) fica entre uma HQ e um livro ilustrado, bastante influenciado por animação, poesias proféticas, demonologia. Para mim é quase como um storyboard impresso. É um trabalho que tenho muito carinho, cada página foi trabalhada com bastante calma, pensada para funcionar organicamente. A ação se forma ilustração após ilustração, aos olhos do leitor. Algumas pessoas classificaram como terror, terror psicológico. Eu a desenhei pensando em poesia.

Caneta e Café – Nós tentamos conversar em outro momento, mas sua rotina é muito intensa. Isso é por causa dos quadrinhos? Como é fazer quadrinhos no Brasil? Dá pra viver disso?

Guilherme Petreca – Também. Além dos quadrinhos trabalho com desenvolvimento visual para animação. Se “dá pra viver” é meio difícil dizer, sou muito novo na área. Graças ao edital do Proac consegui viver alguns meses só fazendo quadrinhos, mas atualmente não consigo “viver de quadrinhos”.

Caneta e Café – Quando não está trabalhando em seus próprios quadrinhos, quais autores você acompanha?

Guilherme Petreca – Gosto muito do Bastien Vivés, Pedro Franz, Wagner Willian, Diego Sanchez, Manuele Fior.

Caneta e Café – Como entrou nesse mundo das HQs e onde pretende estar daqui cinco, dez anos?

Guilherme Petreca – Entrei através dos meus pais, que me davam algumas revistas do Looney Tunes, Turma da Mônica. Quando estourou a febre dos mangás me apaixonei pelo gênero, e assim foi.

Difícil a segunda parte da pergunta, sou péssimo em me programar (risos).

Veja o book trailer de Ye:

Francisco Costa é jornalista, especialista em marketing e comunicação digital e fã de quadrinhos – jor.francisco.costa@gmail.com

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