[Pitacos de Andréia] A paixão e a culpa

As dores advindas da paixão são passíveis de reflexão aos olhos da autora desse discurso.

A emoção é peculiar a cada indivíduo, e pode ter maior ou menor impacto pessoal diante da internalização de cada um. Sob essa ótica, avaliam-se a peculiaridade das defesas privativas a nós, acerca dos aspectos que julgamos ser importantes e indispensáveis às nossas vidas.

No campo do amor, quando uma parte rompe com a conjugação do par, o outro sofre em demasia, e encontra uma culpa para justificar a quebra dos laços.

Em relação a amizade e quando do rompimento da mesma, há a lamentação, a tristeza, a melancolia de perceber uma jornada que antes era de parceria e transforma-se em solitária.

Do ponto de vista das ideologias, essas sim machucam muito! São agressões à honra. Qualquer defesa que mitigue o pensamento que acreditamos ser o nosso estilo ideal de filosofia, nos fere brutalmente.

E quando se polemiza sobre futebol? Aí sim, os ânimos ficam à flor da pele, o meu time e o seu clube sempre será o melhor, independente dos resultados. Essa controvérsia tem o poder de unir ou separar eternamente grupos de torcedores.

Em se tratando de crença, essa sim será sempre um tema de debates sustentados e unilaterais, capazes de segregar indivíduos pela divergência religiosa. É lamentável! Deveria ser ao contrário esse cenário, mas, “os receptores das palavras devem saber o que interpretam”.

Na perspectiva das individualidades, observam-se as defesas por pessoas, ideias, cônjuges e pensamentos diversos. Esse último por sua vez, pode levar a discussões infindáveis e colocar em segundo plano uma convivência que poderia amigável.

Para piorar, a paixão ou a ilusão do gostar pode nublar a realidade e subsidiar a distorção da veracidade.

Quando essa premissa se torna vaidade, o contexto piora ainda mais. Nesse momento prevalece a luta pela razão do irreal. Surgem as celeumas intermináveis e constantes.

O fato é que o amar suscita discórdias eternas.

Não obstante à reflexão sobre a paixão e à patologia visual da razão para a claridade do passional, devemos nos colocar à frente de qualquer que seja indiferença pessoal e refletir mais sobre a convivência harmoniosa com os pares.

Dessa possibilidade de vida que nos foi dada só levaremos as boas relações.

Parodiando a condição de apaixonados, poderíamos rever o nosso modo de enfeitiçados políticos para apaixonados por nós mesmos, pois, o PT, o PMDB, o PSDB e todos os outros partidos políticos e seus representantes, não estão e nunca estiveram com o propósito de legislar em favor do cidadão.

Nós nos preocupamos conosco, eles se ocupam do bem-estar deles, e cada um na sua.

Logo, o mais sensato seria deixar de lado esse nobre sentimento, e lutarmos por “cadeia neles”, “devolvam o dinheiro do Brasil”, “queremos viver melhor”, “não somos obrigados a mendigar o nosso próprio suor”.

A transição do fascínio da paixão para o real só depende do nosso bom senso.

Andréia MagalhãesAndréia Magalhães é professora de Graduação e Pós-Graduação na Estácio e IPOG. Coordenadora do MBA em Gestão Estratégica de Pessoas-FESGO

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