[Coluna de quadrinhos] Emerson Luiz fala de sua HQ pós-apocalíptica Cidade Buraco

História é focada em uma cidade construída no meio do deserto
História é focada em uma cidade construída no meio do deserto

Por Francisco Costa

O concept designer e animador Emerson Luiz Rodrigues dos Santos, pai da Maria Clara, como ele mesmo reforça, decidiu se aventurar nas histórias em quadrinhos. Atualmente ele trabalha em Cidade Buraco, uma HQ que conta a história de uma cidade improvável construída no meio do deserto dentro do que parece um enorme… Buraco.

Já em estágio avançado, a primeira edição, da obra voltada para público 13 a 16 anos, terá 46 páginas. “Esse é o primeiro volume de uma série maior, que acompanha a cidade ao longo de sua história por cerca de 500 anos”, revela Emerson. Segundo ele assim é possível acompanhar seu desenvolvimento, declínio e transformações sociais ao longo das gerações, criando um ponto de vista bem interessante. Além disso, confira o que mais ele falou durante uma entrevista ao Caneta e Café.

Entrevista

Caneta e Café – Como surgiu a ideia deste título?

Emerson Luiz – A ideia é antiga, comecei e parei de mexer nela diversas vezes. Então esse ano eu e minha esposa resolvemos formatar o projeto e ele foi aceito pela lei municipal de incentivo a cultura.

Caneta e Café – Quem participa desse projeto com você?

Emerson Luiz – Primeiramente eu cuidando da arte e minha esposa fazendo a produção do projeto.

Também leciono na escola goiana de desenho animado há algum tempo e tem alguns ex-alunos que sempre me ajudam com arte final e cor, além de amigos habilidosos que sempre me auxiliam no sufoco. E tem também o pessoal da editora, cuidando da parte gráfica e divulgação, enfim, tem um monte de gente e provavelmente estou esquecendo alguém.

Caneta e Café – Por que optou por fazer para o público infantojuvenil?

Emerson Luiz – Essa é fácil. Eu era (e ainda sou) um pouco deslumbrado com coisas que eu acho muito bacanas, eu acabo vivendo elas um pouco. Thundercats, GI Joe, Mad Max, Indiana Jones, X-Men… Vivi com cada um deles por um tempo, então eu queria criar algo pensando em mim mesmo mais novo como público alvo. Um mundo que eu adoraria viver dentro por um tempo.

Caneta e Café – Você disse anteriormente, antes da entrevista, que via a história como Mad Max. Fale um pouco em como essa obra o influenciou.

Emerson Luiz – Falei de Mad Max, por conta dessa coisa de mundo pós-apocalíptico, onde tudo é deserto e as pessoas reutilizam peças antigas, pois ninguém mais fabrica nada. Isso tudo me fascina e tentei colocar isso na HQ. E esse último filme ainda reacendeu uma paixão antiga dentro de mim pelo concept art. É sempre bom ver como um concept art bem feito e poderoso.

Caneta e Café – Quais as outras influências?

Emerson Luiz – GI Joe, Metal Slug, Rambo, Moebius, Akira, sei lá, são tantas. Talvez até mesmo Turma da Mônica.

Caneta e Café – Muito obrigado!

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Francisco Costa é jornalista, especialista em marketing e comunicação digital e fã de quadrinhos – jor.francisco.costa@gmail.com

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