[Coluna de quadrinhos] Ronaldo Zaharijs fala da experiência de criar a HQ 137

Por Francisco Costa

Depois de breves férias a Coluna de quadrinhos está de volta. E para reinaugurar o espaço escolhemos uma HQ goiana, que será lançada na próxima sexta-feira 13, na Comic Strip (Av.T-4, Quadra 142 Lote 2/3, Setor Bueno, Goiânia), para falar. Trata-se de 137, de Ronaldo Zaharijs e Eduardo Menna (e Rodrigo Spiga, que faria toda a arte, mas por motivo de saúde só participou com extras e a capa).

Ronaldo quis regionalizar filmes de terror oitentista nesta história

Ronaldo quis regionalizar filmes de terror oitentista nesta história

O título utiliza o caso goiano do Césio-137 (maior acidente radiológico do País), que em 2017 completa 30 anos, mas como muita ficção – até porque a história é ambientada nos dias de hoje. Na trama, seis amigos partem para Abadia de Goiás (local onde o Césio foi depositado) para um fim de semana de festa, mas acabam se deparando com o que eles mesmo intitulam “caipiras mutantes radioativos”.

Na história tudo é referência aos filmes de terror de adolescentes dos anos 1980, inclusive os estereótipos (e isso é deixado bem claro logo de início). Mas para saber do próprio autor mais sobre a HQ fizemos aquele bate-papo tradicional. Confira a seguir a entrevista com Ronaldo Zaharijs.

Entrevista

Caneta e Café – Falamos em outra ocasião e agora finalmente a HQ 137 vai sair. O que isso significa para você?

Ronaldo Zaharijs – Sinto-me realizado. Acho que não existe outra forma de descrever.

Caneta e Café – Essa história tem influência de filmes de terror dos anos 1980 e mantém os estereótipos, além de regionalizar. Li uma resenha sobre o livro que disse que você manteve o discurso dominante e ainda o chamou de misógino. O que dizer disso?

Ronaldo Zaharijs – Sinceramente não acredito que minha resposta vá acabar com a polêmica. Uma coisa que percebi nos feedbacks que recebi de pessoas que leram a história é que cada um interpreta de uma forma extremamente pessoal e, com certeza, outras pessoas concordarão que existe um discurso machista por trás do 137. A verdade é que não tem.

Caneta e Café – Sobre a arte. Antes era o Rodrigo Spiga, mas no fim a obra foi ilustrada pelo Eduardo Menna. Nos fale um pouco sobre cada um e sobre o resultado.

Ronaldo Zaharijs – A arte do Spiga é bem autoral, enquanto o Menna tem um traço mais tradicional, ou seja, uma mistura para agradar todo mundo. Fiquei feliz com o resultado e acho que todos deveriam procurar conhecer mais desses grandes artistas.

Caneta e Café – Em relação ao tema. Foi coincidência lançar no mesmo ano em que o acidente completa 30 anos?

Ronaldo Zaharijs – Foi uma feliz coincidência, igual a data do lançamento (sexta-feira 13).

Caneta e Café – E, afinal, o que te motivou a criar essa história, com este tema?

Ronaldo Zaharijs – Desde criança sou fã de filmes de terror, mas nunca consegui me identificar completamente com as histórias, por isso trouxe a essência dos slasher para Goiânia. Acho que devemos valorizar mais nossa cultura, nossas raízes.

Caneta e Café – Quer acrescentar algo mais?

Ronaldo Zaharijs – Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade e convidar todos para o lançamento. Para quem não puder comparecer no dia poderá adquirir seu exemplar na Comic Strip, tanto na loja física quanto nas redes sociais, e em breve em outras lojas.

137

Francisco Costa é jornalista, especialista em marketing e comunicação digital e fã de quadrinhos – jor.francisco.costa@gmail.com

 

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