[Coluna de quadrinhos] HQ Matrioska acompanha fotógrafa em busca de sucesso

Gabriel Jardim é autor das obras Café e De Dentro da Couraça. Agora, o quadrinista trabalha em seu terceiro quadrinho Matrioska, que está disponível para apoio no site de financiamento coletivo Catarse. A trama acompanha Olga, uma fotógrafa que procura figurar entre as maiores galerias da cidade.

Quando a oportunidade surge na sua frente, ela tem receio do que pode significar se tornar uma artista “profissional”. Dimitri é a sua ponte para o mundo da fama, mas esse caminho é cheio de navalhas e sacrifícios, o que faz com que as coisas não aconteçam exatamente da forma planejada.

Este tema interessante, claro, despertou o nosso interesse. Por isso resolvemos bater um papo com Gabriel e você confere a seguir.

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Entrevista

Caneta e Café – Você escolheu um tema diferente para a HQ. Qual a inspiração?

Gabriel Jardim – Existiram várias inspirações que permitiram a criação dessa história, dentre elas duas principais. Primeiro foi um vídeo do Pirula em que ele fala sobre forma vs conteúdo. Esse tema me chamou muito a atenção, tanto que virou pano de fundo para o meu TCC, que é a própria Matrioska. A segunda foi uma amiga que fiz nos últimos anos, que é uma fotógrafa e tem um perfil que me inspirou na criação da Olga em si. Juntei essas duas coisas, de modo que a trajetória da personagem reflete essa questão de forma vs conteúdo.

Caneta e Café – Esta é sua terceira obra. Fale das outras duas.

Gabriel Jardim – Primeiro foi o Café, lançado em 2014. Ele traz a história de três personagens aparentemente distintos, mas suas vidas acabam se cruzando: Joanna, uma garotinha que sofre bullying; Huang, um imigrante chinês que possui uma identidade dupla, onde uma delas é perversa; e Café, que dá nome a trama, um mendigo que troca suas histórias de vida por favores, geralmente comida e café, que é viciado. A segunda é De Dentro da Couraça, na qual um jovem boêmio fica preso num elevador com uma bailarina que está atrasada para um espetáculo. Eles possuem visões opostas e complementares do mundo. Nesse período em que ficam trancafiados, suas trocas de experiências fazem com que os personagens enxerguem o outro lado do prisma. É uma história mais intimista e reflexiva.

Caneta e Café – E quanto ao Catarse. Por que utilizar?

Gabriel Jardim – O Catarse já é um velho conhecido meu. Já consegui o financiamento das minhas duas primeiras obras por meio dele. Ele é muito bom para que você tenha controle e liberdade total do seu projeto, além de aproximar o leitor ao autor. Mas no caso de Matrioska, para ser sincero, queria tentar alguma editora. Mas como surgiu a CCXP nordeste não daria tempo de esperar alguma me responder e também não quis perder a oportunidade e ficar de braços cruzados. Projeto para editora ficou para uma próxima oportunidade.

Caneta e Café – De volta à Matrioska, este trabalho já está pronto, pois foi feito para conclusão de seu curso de faculdade. Sendo assim, já existe outra obra em andamento? Fale do futuro.

Gabriel Jardim – Existe uma proto ideia, mas que agora está em stand by. Quando a campanha começa não consigo mais me focar em nada fora fazer ela dar certo. Não posso revelar nada ainda de novos projetos, até porque sempre que revelo eu acabo desistindo deles (risos).

Caneta e Café – Muito obrigado!

Francisco Costa é jornalista, especialista em marketing e comunicação digital e fã de quadrinhos – jor.francisco.costa@gmail.com

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