Conheça a empresa brasileira Pixhitt, que atualmente trabalha no Project Edria

Por Francisco Costa

JoyMasher, Behold Studios, Watermelon. Você pode achar que não, mas sempre há brasileiros fazendo jogos. E de qualidade, diga-se de passagem. O mercado de games tem crescido no Brasil, isso é fato.

Conforme dados da Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames), do ano passado, a indústria de jogos eletrônicos já emprega mais de quatro mil pessoas e movimenta R$ 900 milhões de reais por ano no Brasil.

E uma empresa que tem buscado seu lugar no mercado é a Pixhitt. Esta surgiu com o desejo de Bernardo Dias criar jogos mobile. O designer gráfico Nando Bastos, que separou um tempinho para conversar conosco, entrou depois. “Desde então desenvolvemos projetos juntos”, destaca. Segundo ele o objetivo é criar jogos que divirtam e causem reflexão nas pessoas, além de um sentimento de conquista. “Vamos chegar lá.”

Na Pixhitt, Nando acumula as funções de game designer, pixel artist, roteirista, level designer e mais. Atualmente a dupla trabalha no game de fantasia medieval Project Edria. Confira o que o designer gráfico nos revelou em uma entrevista completa.

Entrevista

Game ainda não tem data de lançamento

Game ainda não tem data de lançamento

Caneta e Café – Qual a história do Project Edria? Onde ele se passa? O que pode nos adiantar?

Nando Bastos – Ele se passa em um mundo de fantasia medieval, inspirado nos cenários de Dungeons & Dragons e no anime Records of Lodoss War. Sobre a história, ainda não posso revelar muitos detalhes. Prefiro deixar para o lançamento do trailer do jogo, assim a surpresa será mais interessante. Desculpem por isso.

Caneta e Café – Como surgiu a ideia de fazê-lo?

Nando Bastos – Eu sempre gostei de criar jogos, mesmo antes de saber como fazê-lo. Então, acredito que a ideia desse projeto surgiu da derivação de todo um repertório “gamístico” que trago comigo.

Eu passava o tempo criando protótipos de jogos (em Pixel Art) e em uma dessas “brincadeiras”, o Bernardo Dias estava perto e gostou da ideia. Daí começamos a desenvolver, sem compromisso, e estamos até hoje nele.

Caneta e Café – Quando pretendem finalizá-lo?

Nando Bastos – O quanto antes, mas precisaremos da ajuda da comunidade. Nós não trabalhamos prioritariamente no Project Edria, temos nossos empregos “normais”, dedicando nosso tempo livre (leia-se madrugadas e fins de semana) ao nosso sonho de lançar esse game. Talvez um financiamento coletivo pudesse funcionar como pré-venda e aceleraria demais o processo.

Caneta e Café – Já sei que o game não é um Metroidvania (apesar da influência), mas me parece, por algum motivo, “Darksoulvania”, se é que isso existe. Fale um pouco das influências do jogo.

Nando Bastos – Curti demais o termo “Darksoulvania” (risos). Bom, além dos Castlevanias de Game Boy Advance, temos outros games como Zelda, Dark Souls, Demon´s Crest, Megaman, Ninja Gaiden, etc. E claro, tudo baseado na nossa própria percepção do que poderia ser interessante, misturando elementos, criando novas mecânicas, etc.

Caneta e Café – Conhece o game Odallus? Acredito que ele siga a mesma linha, é isso?

Nando Bastos – Claro, conheço e curto bastante tudo que a JoyMasher produz. Mas não vejo muitas semelhanças, exceto pelo fato de serem jogos de plataforma, com uma pegada mais Dark. Dizer que seguem a mesma linha até é possível, mas seria algo bem raso de se afirmar, na minha opinião.

Caneta e Café – Quantas fases o game terá?

Nando Bastos – A princípio 12. Mas isso pode mudar ainda.

Caneta e Café – Em relação ao gráfico, pixelado/retrô, por que essa escolha?

Nando Bastos – Pixel Art é vida. Espero que muitos outros desenvolvedores continuem criando games retrô. Aliás, grandes desenvolvedores estão voltando para essa pegada, como a própria SEGA com Sonic Mania.

História do jogo será revelada no trailer oficial, promete Nando

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Caneta e Café – Pretendem lançar para quais consoles? Existe a possibilidade de velhas plataformas, como Mega Drive e Snes, ganharem versões (uma vez que estes parecem estar na moda, com novos games em produção, como Unholy Night e títulos da WaterMelon)?

Nando Bastos – O que podemos confirmar é a versão PC. De resto, tudo é especulação. Temos a intenção de ir para os consoles da nova geração, o que realmente é possível, mas ainda não temos certeza.

Já sobre os consoles 16-bit, seria demais, mas teríamos que refazer todo o jogo, pois eles não conseguiriam rodar a quantidade de camadas e cores que estamos utilizando, além do alto custo de produção. Logo, não teremos uma versão para eles, infelizmente.

Caneta e Café – Vocês pretendem utilizar plataformas de financiamento coletivo para ajudar a viabilizar o game. Por que essa escolha?

Nando Bastos – É uma forma de trazer a comunidade gamer para perto da gente. As pessoas (inclusive eu) gostam de apoiar projetos que se identificam, fazer parte dele de alguma forma. Além disso, conseguiríamos acelerar o desenvolvimento do jogo, como falei anteriormente.

Caneta e Café – Existem outros games da Pixhitt?

Fizemos vários testes antes de chegarmos na ideia do Project Edria, mas deixamos engavetados por falta de experiência. Isso faz parte do processo. No entanto, chegamos a lançar alguns jogos super casuais, que podem ser vistos na GooglePlay.

Caneta e Café – Gostaria de acrescentar algo mais?

Apenas agradecer o espaço e aos leitores do seu site. Espero ver vocês na nossa FANPAGE, pois precisaremos de todo o apoio possível.

Veja um dos testes de gameplay do jogo:

 

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