Residencial em Goiânia irá gerar eletricidade para uso próprio

Uma micro geradora instalada no telhado captará a luz solar e a transformará em energia elétrica para uso na área comum do prédio no Setor Marista. O excedente será fornecido para a rede de distribuição que alimenta a cidade. Sistema é comum na Alemanha e Canadá

Fachada Sinfonia Eco Design – Divulgação


Sustentabilidade não é apenas uma palavra da moda nos dias hoje, mas um termo que remete à atuação responsável de pessoas e empresas junto ao meio em que vive. O setor da construção civil já descobriu isso, sendo assim tem sido cada vez maior o número de projetos que inovam com tecnologias que buscam o uso racional dos recursos naturais e o mínimo possível de impacto ao meio ambiente.

Em Goiânia, por exemplo, um residencial no Setor Marista, o Sinfonia Eco Design, irá gerar sua própria energia elétrica por meio de um sistema de captação da energia solar que, no Brasil e em Goiás, é uma fonte intensa e contínua durante todo o ano. O empreendimento é um lançamento da Loft Construtora e da JFG Incorporações.

No prédio será implantada uma usina de microgeração fotovoltaica, onde a luz do sol é captada por painéis solares produzidos de silício e instalados na cobertura do edifício. O sistema irá gerar energia elétrica que será usada nas áreas comuns do prédio como garagens, área de lazer, portaria e outras. O excedente não utilizado de energia será injetado na rede da concessionária como forma de crédito.

Esse sistema fotovoltaico é um tipo de geração de energia distribuída e tem como principais vantagens uma economia imediata gerada para o usuário e que pode chegar até 95%, além da redução de custos com transmissão das concessionárias de energia.  Conforme o engenheiro civil  Pedro Henrique Bouhid, um dos diretores da empresa responsável pela implantação do sistema no Sinfonia Eco Design, o modelo já é bastante utilizado em países como Canadá e Alemanha. No Brasil, foi regulamentado em 2012 com a entrada em vigor da Resolução Normativa nº 482 da Agência Nacional Energia Elétrica (ANEEL).

O engenheiro e diretor da Loft Construtora, Gustavo Veras, destaca  outras vantagens do uso da luz do sol como fonte de eletricidade. “É uma energia totalmente limpa, sem nenhuma emissão de CO2, e 100% renovável já que  o sol é uma matéria-prima ilimitada. Esse sistema também possui um baixo custo de manutenção e ao mesmo tempo traz uma grande valorização para o imóvel”, frisa o engenheiro.

Economia

A central de fonte solar fotovoltaica do Sinfonia Ecodesign terá uma capacidade média mensal de geração de 6.650 kw/h. O engenheiro civil  Pedro Henrique Bouhid diz que o sistema, considerando o cenário atual pode gerar uma economia mensal para o condomínio superior a R$ 4.720,00. “Mas se levarmos em consideração um cenário para daqui a três anos, que é a previsão de entrega do empreendimento, essa economia poderá chegar a mais de R$ 6.300,00”, afirma.

Pedro Henrique explica que o sistema que será adotado no empreendimento é bem semelhante à tecnologia que é adotada no Canadá, país onde esse tipo de matriz energética já é bastante usada. Aliás, gerar energia em sua própria casa ou empresa não é novidade. A energia solar fotovoltaica já é uma tecnologia conhecida e bastante utilizada em países como China, Alemanha, Japão, Itália, Estados Unidos.

Pedro Henrique explica ainda, que pelas características climáticas do Brasil, em especial num estado como Goiás onde a irradiação solar é intensa o ano todo, a adoção de uma matriz energética a base da luz solar é muito mais viável economicamente do que o sistema de geração por hidrelétricas. “Apesar da água ser uma matéria-prima limpa, assim como a luz do sol, construir uma hidrelétrica para manter uma cidade como Goiânia, por exemplo, exige a construção de uma infraestrutura muito cara, inclusive para manutenção. Sem falar no forte impacto para o meio ambiente, já que para se ter uma usina hidrelétrica é preciso usar uma enorme área para represar outra enorme quantidade de água, o que impacta diretamente na flora e fauna da região”, esclarece.

Custo de implantação
Conforme Bouhid, o uso da energia solar vem crescendo no País. “Antes um grande empecilho para uso da energia solar no Brasil era o alto custo de implantação do sistema, mas nos últimos dez anos, esse custo caiu cerca de 50% e hoje o retorno de 100% dos investimentos feito em um sistema como esse ocorre entre quatro e seis anos”, afirma o engenheiro.

Ele destaca que uma atualização da Resolução 482 da Aneel, feita por meio da normativa 687, de 04/11/2015, facilitou a implantação em menor escala, de sistemas de geração renováveis de energia. “Com essa mudança foi reduzido para 30 dias o prazo de aprovação do sistema gerador (antes esse tempo era de seis meses) e houve um aumento da capacidade instalada”, explica Pedro Henrique.

Sobre a Loft Construtora: Preste a completar 20 anos de atuação em 2017, a Loft Construtora e Incorporadora vem se posicionando fortemente no mercado imobiliário de Goiás com conceitos inovadores de sustentabilidade. Os empreendimentos imobiliários da marca tem atributos que conciliam conforto, comodidade, economia e preservação dos recursos ambientais. Saiba mais em www.loftconstrutora.com.br.

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