Guindaste gigante a 190m de altura será desmontado em Goiânia

Uma grua especial usada para construção de um dos prédios mais altos do Brasil, o Órion Business & Health Complex, em Goiânia, será desmontada e o trabalho deverá ser feito em quatro semanas, devido a complexidade do equipamento, que antes, só foi usado uma única vez no Brasil

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Na edificação de um dos edifícios mais altos e modernos do País, o Órion Business & Health Complex, empreendimento com altura definitiva final de 190 metros de altura que está sendo construído na Avenida Portugal, em Goiânia, foram usadas, além das mais avançadas tecnologias construtivas, equipamentos de uso raro no Brasil, como  a Grua Ascendente UBO, utilizada no Brasil por uma única vez na década de 1970.

Com 40 metros de altura e lança de 50 metros, o guindaste está atualmente no topo da edificação, a 190 metros do nível da Avenida Portugal e foi adotado pelo grupo empreendedor responsável pelo Órion (GVC Engenharia, FR Incorporadora, Tropical Urbanismo e Joule Engenharia), para içar materiais pesados a grandes alturas com segurança. A grua, que tem peças que pesam mais de cinco toneladas, será desmontada no terraço do empreendimento, em um processo que irá durar quatro semanas.

De acordo com o engenheiro civil, eletricista e de segurança do trabalho Leopoldo Gouthier, responsável pela instalação e desmontagem do equipamento, a UBO não é uma grua comum. “Ela foi montada no local onde é o poço do elevador da torre principal do empreendimento e o prédio é erguido em torno dela. À medida que a edificação sobe, ela também ascende. O principal diferencial é o sistema de telescopagem em que, com auxílio de um pistão, a grua se empurra para cima, de um pavimento para o outro”, explica o engenheiro.

Além da grua principal, o Órion utilizou uma outra, também ascensional, mas de porte menor: com 20 metros de altura e lança de 25 metros. “Instalamos de modo que uma ficasse no raio da outra e que a maior ficasse sobre a menor. Para fazer isso com segurança, procedemos a instalação de um sistema anti-colisão, importado da França, para evitar que uma atingisse a outra durante o içamento de uma carga”, afirma Leopoldo Gouthier.

Gigante Derick

Para a desmontar as gruas, a equipe de engenharia do empreendimento irá utilizar outro equipamento gigante, o Derick, espécie de guindaste montado na cobertura e que será responsável por descer as peças, que chegam a pesar cinco toneladas.

“Todo o processo irá levar quatro semanas. Iremos montar uma plataforma no terraço para receber o Derick, faremos um serviço manual de desmontagem da grua, descer as peças e depois mobilizar o Derick para a outra torre, onde faremos o mesmo processo. Ao todo, 14 pessoas estarão envolvidas direta e indiretamente nesse trabalho”. Depois do processo, as gruas serão transportadas em módulos por um carreta, que deverá fazer um mínimo de oito viagens.

Opção viável

Usadas no Brasil apenas uma vez, na década de 1970, a grua ascensional não foi escolhida por acaso, como explica o engenheiro Leopoldo Gouthier. “Escolhemos o equipamento por sua versatilidade. Temos um canteiro de obras limitado, cujo espaço não permitiria a colocação de uma grua do porte que precisávamos. Com esta, foi possível centralizar a construção e cobrir uma área mais significativa”. Ele lembra que um estudo teve que ser feito para saber se a estrutura da edificação suportaria os esforços da grua. “Ela é um pouco mais onerosa, mas no caso do Órion, foi a escolha mais viável”, conclui.

A logística de canteiro adotada pelo empreendimento, baseada na escolha das gruas ascensionais, foi, inclusive, destaque em reportagem de capa da Revista Téchne, uma das mais importantes na área de engenharia no Brasil. De acordo com Gouthier, o sistema de gruas ascensionais trouxe mais precisão e velocidade à obra, além de ter possibilitado o uso de escadas pré-moldadas e um sistema de fôrmas de concreto italianas, um dos mais modernos do mundo.

“Optamos por fazer escadas pré-moldadas para dar acesso aos pavimentos. Assim, reaproveitamos retornos de concreto e era possível fazer o transporte delas para o local de instalação com as gruas. Também fizemos uso de formas metalicas italianas, para produção de pilares e lajes, ao invés das convencionais de madeira. Apesar de serem mais pesadas são também 10 vezes mais duráveis e podem ser transportadas pelas gruas. Com isso, geramos economia e aceleramos a obra”, esclarece o engenheiro.

Sobre o  Órion Business e Health Complex

Com 124.647 m² de área construída,  o Órion Business e Health Complex é um mixed use ancorado a partir de um moderno hospital e que contará com espaços voltados para consultórios, clínicas, negócios, hotelaria, shopping e lazer. A previsão de habite-se é para novembro/17 e o início das operações no primeiro trimestre de 2018.

O Órion Business & Health Complex irá oferecer uma completa infraestrutura que irá proporcionar comodidade, não só para os profissionais da saúde das mais variadas especialidades médicas, mas também para os milhares de pacientes que deverão usar o complexo. Além de um avançado hospital para procedimentos de altíssima complexidade e  que contará com consultoria Instituto Israelita Albert Einstein (entidade controladora do Hospital Albert Einstein em São Paulo), o empreendimento contará também com um centro de compras, 1,4 mil vagas de estacionamento e dois hotéis de bandeira internacional.

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