Contra reformas, Auditoria Fiscal do Trabalho em Goiás paralisa atividades

Categoria alerta para pontos negativos das mudanças propostas pelo governo federal
A Auditoria Fiscal do Trabalho em Goiás aderiu à paralisação contra as reformas trabalhista e previdenciária realizada nesta sexta-feira (30/6) em todo Brasil. O protesto, realizado na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (SRTE/GO) é uma forma de alertar para os prejuízos que os trabalhadores brasileiros terão caso as propostas sejam aprovadas.
“A modernização trabalhista nada mais é do que um retrocesso das normas trabalhistas. Direitos conquistados após anos de história de luta dos trabalhadores estão sendo desprezados e substituídos por normas que visam beneficiar apenas o empregador”, destaca a presidente da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho do Estado de Goiás, Odessa Martins Arruda Florêncio.
Uma das principais linhas da reforma defendida pelo governo é aumentar o poder das negociações e permitir que o acordado se sobreponha ao legislado. “A ideia do negociado sobre o legislado vai fragilizar enormemente o empregado, deixando-o sem uma norma protetora maior, que é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e sujeitando a uma negociação entre o patrão e seu sindicato”, explica Odessa.
Para a presidente da Associação, além dos prejuízos para os trabalhadores, a economia brasileira também será alvo de um rombo. “A mudança tem um ponto que está sendo deixado de lado. Enquanto os defensores da ideia julgam que haverá um aumento de empregos, estão se esquecendo de uma coisa muito importante, que é o rombo que haverá daqui para frente no recolhimento da previdência social e do FGTS. Os autônomos poderão ser contratados pelas empresas sem carteira assinada e, portanto, sem recolhimento de qualquer tributo”, completa Odessa.
As propostas defendidas pelo governo também incluem o aumento de garantias ao trabalhador terceirizado, o fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical, o parcelamento do gozo das férias anuais em até três vezes e também prevê que a jornada de trabalho possa ser estendida em até 10 horas diárias. “São vários itens que precisam ser discutidos. Os trabalhadores e as entidades que os representam precisam ser ouvidos”, alega a presidente.
A paralisação desta sexta-feira foi organizada por centrais sindicais e ocorreu em todo o país. Em Goiânia a concentração foi feita na Praça Cívica e os manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Goiás até a Praça do Bandeirante.
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