Sinais de estabilidade do dólar contribuem para setor de turismo

Câmbio reduzido é uma das estratégias de operadoras de viagens para manter o preço da moeda americana em baixa para brasileiros

Na segunda-feira, 10, o dólar operou abaixo dos R$ 3,30

A semana começou com a moeda americana em valor menor que o esperado. Na segunda-feira, 10, o dólar operou abaixo dos R$ 3,30. No período da manhã, ele apontava R$ 3,2816. O mercado projeta que a divisa possa ficar abaixo de R$ 3 nas próximas semanas, embalada, entre outras coisas, pela forte entrada de recursos estrangeiros no País.

As quedas consecutivas ao longo do ano e a perspectiva de mais baixas fizeram aumentar as emissões de viagens internacionais nas agências de turismo. O setor estima um aumento de 25% a 30% nas vendas desde o início deste ano em comparação com 2016.

Apesar da lenta recuperação da economia brasileira, a moeda dos Estados Unidos tem mostrado sinais de estabilidade e, com isso, o setor de viagens retomou o crescimento. Inclusive, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) já projeta uma alta de 10% a 12% nas vendas em 2017, enquanto para a Associação Brasileira das Operadoras de Viagens Corporativas (Abracorp) o número é de 5%. Vale destacar que os últimos dois anos foram de queda.

Outro dado importante é que, conforme o Ministério do Turismo, as viagens em fins de semana prolongados devem render R$ 21 bilhões a economia em 2017. Conforme informações da Abav, o brasileiro tem mudado o perfil de viagem, com passeios mais curtos e hotéis mais baratos.

Recorde

A operadora de viagens CVC é a líder no País no segmento. A rede, que tem 44 anos, registrou, em março, a maior quantidade de vendas de sua história. Ao todo, foram vendidos R$ 554 milhões em reservas para turismo de lazer. Até então, o recorde da empresa era de R$ 538 milhões. De janeiro a março a operadora registrou um crescimento de 6,2% comparada ao mesmo período de 2016.

Porém, como mencionado pela Abav, conforme a empresa o perfil das viagens realmente mudou. São menos dias de passeio, hotéis mais baratos e mais uso do transporte terrestre. E os destinos preferidos são Porto Seguro, Maceió e Natal no turismo doméstico; Orlando, Buenos Aires e Punta Cana no internacional.

Goiás

Segundo Eliana Martins, máster franqueada da CVC no Estado de Goiás, a maioria dos goianos que embarcarão em viagens durante o mês de julho, optaram por pacotes com duração de uma semana e grande parte deles se planejou com antecedência, diferente do ano anterior, quando boa parte das vendas foram mais em cima hora. “A maioria viajará de avião, sendo que 60% optou por destinos no Brasil e o restante (40%) para o exterior. O exterior voltou a ter maior demanda, 10% mais aquecida nessas férias, em razão as promoções de ‘câmbio reduzido’, parcelamento em reais e promoções de passagens aéreas.”

A máster franqueada explica que julho tem o segundo maior fluxo de embarques, atrás apenas das viagens de fim de ano. “E o mercado segue aquecido, mostrando que os brasileiros não deixam de viajar e veem o período como um merecimento.”

Câmbio reduzido

Há mais de quatro anos, para neutralizar a oscilação do dólar e euro para contribuir com os planos do cliente que quer viajar para o exterior, a empresa realiza o “câmbio reduzido”. De fato, a operadora não vende a moeda, como as casas de câmbio fazem. Porém, “nas promoções de ‘câmbio reduzido’, que normalmente são ativadas em tempos de oscilação bruscas das moedas, o cliente pode utilizar uma taxa fixada pela agência, que sempre é um valor mais atrativo que o do mercado, na conversão do pacote para reais, no ato da compra e, ainda, parcelar a viagem em até 12 vezes sem juros, sabendo o valor do investimento mensal em reais, sem risco de alterações em casos de oscilação da moeda”, explica.

Questionada sobre a expectativa para o resto do ano, a máster franqueada afirma que não pode fazer projeções futuras, uma vez que se trata de uma empresa de capital aberto. “Mas basta ver os anos anteriores, com seus dados históricos de crescimento de dois dígitos para verificar o caminho que estamos seguindo”, lembra e completa: “O turismo é um setor resiliente: os consumidores querem viajar, por isso o que temos feito é trazer as tendências para a prateleira, adaptar a viagem ao bolso do consumidor, com mais promoções, diversificando o portfólio, negociando constante com os fornecedores, reforçando a venda agregada de produtos, planos de pagamentos diferenciados, entre outras ações.”

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