Bairros na Grande Goiânia crescem e viram novas centralidades

Microrregiões que, apesar de estarem longe do centro administrativo da cidade, possuem grande autonomia comercial e de serviços públicos. Regiões do Park Lozandes e do Garavelo são bons exemplos

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Há algumas décadas grandes cidades como Goiânia têm deixado para trás essa lógica de centro e periferia, em que os moradores de bairros mais afastados precisam se deslocar para ao Setor Central para ter acesso a serviços de maior qualidade. Com o crescimento da cidade, surgiram as novas centralidades urbanas, ou seja, microrregiões que, apesar de estarem longe do centro administrativo da capital, possuem grande autonomia comercial e de serviços públicos.

De acordo com arquiteto e urbanista Paulo Renato Alves, essas centralidades dentro das grandes cidades é uma tendência mundial. “Teoricamente, o plano diretor da cada município é que define como cada região da cidade deve se desenvolver. Mas essas centralidades surgem, muitas vezes, espontaneamente e quase sempre têm como eixo central vias com grande movimentação comercial”, diz.

Um exemplo clássico é o Shopping Flamboyant, fundado na década de 1980, que consolidou-se como uma microcentralidade ao longo dos anos. Inicialmente, estava isolado, mas o centro de compras acabou tornando-se um imã para prédios e novos serviços – onde se encaixa inclusive a criação do Parque Flamboyant. “Hoje, o Jardim Goiás é um dos bairros mais desejados para se viver”, disse.

Algumas centralidades, explica Paulo Renato, estão ligadas a especialidades, são vocacionadas. “Aqui em Goiânia, por exemplo, se eu vou à AV 136, no Setor Marista, é porque eu quero comprar um móvel ou um item de decoração; ou eu vou ao Setor Aeroporto, porque lá tem uma maior concentração de clínicas médicas. Ou seja, cada região tem sua vocação comercial e urbanística, portanto, quando você precisa de algo mais específico que não tenha em sua região você sai”, explica o arquiteto e urbanista.

Ainda segundo o especialista, apesar de terem certa autonomia e vocações comerciais e urbanísticas distintas, essas centralidades precisam se integrar. A melhor forma de isso ocorrer, segundo o arquiteto, é investir em transporte público de qualidade, mutimodal e interligado. “Essas microrregiões dentro da cidade precisam se interligar, se integra e forma mais eficiente para isso é termos  um sistema de transporte que reúna várias modalidades e que se interligam como metrô, ônibus, BRT, ciclovia e outros. Monique, na Alemanha é um bom exemplo. Lá a dinâmica eficiente do sistema de transporte possibilita com que a pessoa que esteja num lugar consiga facilmente ir para outra região da cidade, de forma rápida e a qualquer momento”, afirma Paulo Renato.

Do outro lado da BR 153

Em Goiânia, um exemplo de surgimento de uma nova centralidade é a região do Parque Lozandes, no Sul da capital e que reúne mais de 30 bairros e uma população de 248.990 habitantes, segundo dados do IBGE de 2011.Ele vem ganhando uma nova concepção com a instalação de diversos equipamentos públicos e diversos condomínios horizontais.

Para se ter uma ideia, lá estão se instalando importantes serviços jurídicos e da administração público, como o novo prédio do Fórum Cível da cidade, o Fórum Criminal da Capital, a sede do Ministério Público Federal. Além disso a região abriga Paço Municipal, sede da Prefeitura de Goiânia e em breve de receber a nova sede da Assembléia Legislativa. Paralelamente, novos empreendimentos estão chegando para incrementar a região.

Mais recentemente, a região passou a ganhar também novos empreendimentos, como mixed-use com salas comerciais, shopping, hotéis, e empreendimentos verticais. Inclusive, a Avenida Olinda, receberá nos próximos dias receberá a 10ª unidade do Vapt Vupt, garantindo ainda mais autonomia para os moradores.

“Está acontecendo uma transferência administrativa da capital para essa região, que também está abrigando as moradias mais nobres da capital com os condomínios horizontais. Mas apesar de toda essa evolução, a região era pouco conhecida pelo grande público até poucos anos atrás porque ficavam do outro lado da BR-153”, pontua Vinícius Kasbaum, diretor da Euroamérica Incorporações.

A empresa lançou na região  o Euro Park Residencial, um complexo residencial com cinco condomínios independentes e que conta ainda com um parque privativo e situado em frente ao futuro Parque do Cerrado e ao lado do Alphaville Araguaia. O empreendimento surgiu para atender a crescente demanda habitacional daquela região. “Lançamos esse projeto em 2015, e o que pensamos lá atrás está acontecendo agora. Percebemos o potencial da região, sobretudo pela sua forma exclusiva de ocupação, e esperamos que as pessoas acreditem ainda mais nesta região”, conta Vinícius Kasbaum.

Vida própria no Garavelo

Em Aparecida de Goiânia, o surgimento das centralidades também ocorre. Um exemplo é a região do Setor Garavelo, cujo desenvolvimento comercial foi estruturado ao longo da Avenida Igualdade. O bairro surgiu na década de 1970, quando Freud de Melo, prefeito de Aparecida de Goiânia na época, aprovou a criação do parcelamento territorial. O setor se expandiu tanto, que hoje ele é subdividido em três microrregiões (Garavelo A, Garavelo B e Garavelo C), e uma delas está dentro de Goiânia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da prefeitura de Aparecida de Goiânia, a região possui hoje mais de 50 mil habitantes . A localidade também possui um dos melhores IDHMs – Índices de Desenvolvimento Humano Municipal – da Região Metropolitana de Goiânia, 0,953.

Distante do Centro da cidade, o Garavelo em seu começo não contava com nenhum tipo de infraestrutura, nem transporte coletivo. Mas, hoje o bairro, além de ser o mais populoso de Aparecida,  é um importante polo comercial da Grande Goiânia que tem como eixo estruturante a Av. Igualdade, a principal da região. Devido ao seu rápido crescimento, o Garavelo tem atraído empresas de vários tamanhos e segmentos. Uma delas é a dos irmãos e sócios Tiago e Sousa Paraense, 32 anos, e Hilca Regina, 37, que há quatro anos possuem uma loja especializada em itens para festas,  na Avenida Igualdade. “Escolhemos essa região que ela funciona como um centro para os moradores dos bairros vizinhos,  portanto trazendo uma movimentação muito boa”, diz Tiago.

Além de avenidas com forte fluxo de veículo e comércio, essas novas centralidades urbanas são fomentadas também por grandes empreendimentos imobiliários, como condomínios horizontais. A Região do Garavelo, por exemplo, ganhará até o segundo semestre de 2019 o condomínio horizontal de alto padrão. A empresa CINQ Desenvolvimento Imobiliário aposta no potencial da região e está construíndo o Parqville Pinheiros, que será erguido em um terreno com cerca de oito alqueires e contará com 415 lotes.

Após concluído e totalmente ocupando, o condomínio Parqville Pinheiros deve atrair para a região do Garavelo uma acréscimo de  cerca de 1.600 pessoas em sua população, movimentando ainda mais a economia local. A previsão de entrega é o segundo semestre de 2019. O diretor da empresa, Eduardo Oliveira, observa que os condomínios horizontais são empreendimentos que trazem um ganho social grande para as regiões onde são instalados, combatendo os vazios urbanos, valorizando os imóveis em seu entorno e desenvolvendo o comércio da vizinhança.

“O próprio condomínio torna-se uma centralidade local porque atrai trabalhadores como jardineiros, faxineiras, pedreiros, arquitetos, engenheiros, etc. Para atender os moradores, o comércio da vizinhança, como padarias, supermercados, lojas de material de construção, acaba sendo mais incrementado, gerando emprego e renda. Basta observar, esses empreendimentos transforma, muitas vezes, regiões que antes eram periféricas, trazendo melhorias”, diz Eduardo.

O empresário Afonso Bevilacqua adquiriu um lote no empreendimento e diz que localização numa região já consolidada como a do Garavelo, aliada a excelente qualidade construtiva do empreendimento, fizeram optar por investir no loteamento de alto padrão. “Ao escolher o Parqville Pinheiros eu levei em consideração o atual desenvolvimento do Garavelo, uma região onde consigo resolver quase tudo que eu preciso, sem precisar ir ao centro de Aparecida ou em Goiânia”, afirma Afonso.

 

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