[Diário do Turista] A viagem de lazer na era da economia colaborativa

Por Johny Cândido

A nova mentalidade de se dividir habilidades, produtos e serviços também beneficia o descanso da família

Foto perspectiva da Quinta do Santa Bárbara

Na era em que internet revolucionou a interação entre as pessoas, a prática de compartilhamento também ganhou força. Antes, a meta era trabalhar para acumular conhecimento, bens e riquezas; agora, o mandamento é dividir o que se tem e o que se sabe para que todos ganhem juntos.  Esse processo começou com partilha de informações, passou pelas músicas e chegou aos negócios – já existe hospedagem, aluguel de carros, aplicativos de transporte e geolocalização, como Waze, e até em bazares de moda acontecendo nessa nova lógica.

Essa tendência também existe no setor imobiliário e está se destacando nos imóveis de temporada. Isso porque um dos grandes sonhos de consumo da classe média brasileira é ter uma segunda residência destinada ao lazer – um sítio, um rancho, uma casa de veraneio ou um apartamento na praia. Porém, de acordo com especialistas do mercado imobiliário, a curva desse tipo de investimento dura em média entre 12 e 15 anos, e acaba quase sempre em frustração. Nos primeiros anos, há a fase do “deslumbramento”, seguida do momento de “obrigação de ir”, depois a fase “vou às vezes”, e, finalmente, a fase “preciso vender.”

“Hoje, são pouquíssimas as famílias que têm condições de usufruir mais do que quatro semanas de férias. Por isso, as casas de temporada acabam ficando subutilizadas, tornando-se apenas uma despesa”, afirma Adriana Chaud, diretora comercial da New Time, empresa especializada na venda de imóveis para lazer.

É nesse contexto que vem ganhando força a multipropriedade no Brasil, um sistema em que os imóveis são vendidos em frações a vários proprietários. Cada um usufrui das instalações em determinado período do ano. Ela surgiu originalmente nos anos 1980, na França, com o objetivo de disponibilizar a estrutura de uma casa ou apartamento a quem não tinha o interesse de usufruir desse imóvel por muito tempo, ou seja, seria um uso de forma sazonal por vários proprietários diferentes. Nos Estados Unidos, começou nos anos 1990 e, no Brasil, vem se despontando.

Goiás é um dos Estados onde ele é aplicado. Em Pirenópolis, está sendo construído o primeiro desta modalidade, o Quinta Santa Bárbara Eco Resort. De acordo com Josemar Borges Jordão, um dos empreendedores, um dos grandes benefícios é a concretização do sonho de se ter uma residência de temporada para a família a um custo mais acessível e racional.

“Quando a pessoa compra uma segunda residência, investe 100% de despesa para usar apenas 10% do seu tempo disponível. Já com o sistema de propriedade fracionada investe 10% de recursos e usufrui 100% do tempo disponível, e o que não utilizar pode ser disponibilizado ao pool hoteleiro.”

O sistema também é benéfico ao meio ambiente, uma vez que evita o uso de recursos naturais na construção de imóveis que permanecerão vazios na maior parte do tempo. “O esgotamento de nossas reservas e serviços naturais impõe uma nova mentalidade de consumo, em que não cabe o desperdício e a subutilização”, observa Josemar.

O Quinta Santa Bárbara Eco Resort está sendo construído em área do Centro Histórico, ao lado da Igreja do Bonfim, em Pirenópolis. Cada um dos 192 apartamentos está sendo vendido a 12 ou 24 proprietários – que vão dividir o tempo de uso em quatro ou duas semanas, respectivamente, e terão seus direitos registrados em escritura. O mobiliário, enxoval e manutenção das unidades será padronizado e ficará a cargo da administração hoteleira do resort, trazendo assim comodidade aos usuários.

A outra vantagem do empreendimento é a associação ao RCI, programa de intercâmbio de que reúne mais de 5 mil hotéis e resorts no mundo todo. Com isso, o proprietário poderá escolher se quer desfrutar de suas semanas de lazer em Pirenópolis ou trocá-la por estadia em outros resorts associados. “Ele terá a opção de trocar cada uma de suas semanas por um destino diferente. Isso sem prejuízo para o seu direito de propriedade, que permanece e é inclusive hereditário”, explica Adriana. Para Pirenópolis, o resort atrairá turistas de outras regiões do País e até hóspedes internacionais.

Todo o projeto pode ser visualizado no estande decorado do empreendimento, aberto todos os dias das 9 às 13 horas e das 17 às 22 horas.

 

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