Osteoporose – doença silenciosa

Maioria das vítimas são mulheres, mas em homens pode ser mais fatal. Acompanhamento é a melhor forma de prevenção

Osteoporose


Sem sintomas e sem dor, mas crônica e progressiva, assim é a osteoporose. Se não acompanhada como é o recomendado a partir dos 45 anos para quem tem predisposição ou aos 50 anos para que não tem fatores de risco, a doença só costuma ser descoberta quando ocorre uma fratura. A doença se caracteriza pelo enfraquecimento ou perda da massa óssea, o que leva à fragilidade do osso,  aumentando o risco de diversas lesões.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo, de 13% a 18% das mulheres e 3% a 6% dos homens, acima de 50 anos, sofrem com a osteoporose. No Brasil, o número de pessoas que possuem a doença chega a 10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), são altos. Só em 2010, o SUS gastou cerca de R$ 81 milhões para atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas.

Segundo o médico ortopedista Alano Queiroz, nas mulheres a doença tem maior prevalência por questões hormonais, já que há uma diminuição do estrogênio, que é responsável por transportar o cálcio para dentro do osso. “Após a menopausa há uma rápida queda dos níveis de estrogênio no organismo. Isso prejudica o metabolismo ósseo, aumentando a predisposição da mulher em desenvolver a osteoporose”, destaca o médico.

Nos homens, apesar da doença ser menos comum, ela pode ser mais fatal, isso porque eles sofrem um número maior de fratura do que as mulheres. Para Queiroz, a doença é mais perigosa no sexo masculino porque, geralmente, as fraturas estão relacionadas ao fêmur proximal, região do quadril de difícil recuperação e maior tempo de tratamento.

De forma geral, as fraturas de fêmur em idosos por conta da osteoporose se torna perigosa porque cerca de 20% das vítimas morrem dentro de um ano, estima Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia(SBOT). As lesões prende o idoso na cama e isso desencadeia problemas pulmonares e uma descompensação do quadro clínico. Ainda conforme Alano Queiroz, um fato complicador nos idosos é que a indicação da operação em até 72 horas após a fratura nem sempre pode ser seguida, haja vista as condições do quadro de saúde do paciente.

Para o médico, a principal forma de tratamento da osteoporose está ligada a prevenção. “O  acompanhamento já a partir dos 45 anos para quem tem fatores de risco e aos 50 para quem não tem predisposição é fundamental”, conta Alano Queiroz. Entre os fatores para o desenvolvimento da osteoporose estão mulheres pós-menopausa, idosos, uso contínuo de corticóides, possuir diabetes, consumo exagerado de café, dieta pobre em cálcio e vitamina D e uso de bebida alcoólica.

“O acompanhamento é importante porque a osteoporose traz algumas complicações que podem ser sérias, conforme a fratura que o indivíduo sofre. As complicações por conta da doença podem provocar dores crônicas e dificuldade de locomoção, o que impacta diretamente na redução da qualidade de vida do paciente”, ressalta o ortopedista.

Cuidados em casa
Além da prevenção, seguindo as orientações de um especialista da ortopedia, uma conduta importante para quem tem osteoporose na terceira idade é fazer algumas adaptações em casa para evitar acidentes. É o conceito Casa Segura. “Pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia já constatou que a maioria dos idosos vítimas de fraturas se feriram dentro de casa”, sublinha o médico

Por isso, é sempre indicado colocar corrimão em espaços como banheiro, cozinhas e escadas e evitar artigos espalhados pela casa, como por exemplo tapetes. Além disso, é importante a colocação de piso antiderrapante e, se possível, a fixação de alguns móveis para evitar que eles escorreguem caso o idoso se apoie. “É importante a casa oferecer conforto e nunca limitar a locomoção” diz Alano Queiroz

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