Artigo: Representatividade feminina e competência política na chapa majoritária

Escrito por: Daniel Silva, bacharel em direito – Especialista em direito Civil e processo Civil – Consultor de eventos

Daniel Soares e Raquel Teixeira

O destaque do dia é uma mulher de força que desponta no cenário político goiano há anos, já conhecida pela população do estado tanto por sua carreira na vida pública como também pelo excelente profissionalismo e competência na área da Educação.

Estou falando de Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira, ou apenas Raquel Teixeira, como é lembrada aqui na terra onde nasceu, cresceu e percorreu um longo caminho de esforço e conquistas profissionais.

Professora Raquel, como é carinhosamente chamada, é formada em Letras, mestre pela UnB e doutora em Linguística pela Universidade da Califórnia, nos EUA, possuindo ainda pós-doutorado em Língua e Cultura pela Escola de Altos Estudos de Paris.

Dedicada à profissão, possui extensa e admirável carreira na Educação, que inclui o cargo de docente titular da Universidade Federal de Goiás, onde foi vice-diretora e diretora do Instituto de Ciências Humanas e Letras e Pró-Reitora de Assuntos Internacionais. É pesquisadora licenciada do CNPq, já foi membro do Conselho Nacional de Educação, criou e presidiu o Conselho Municipal de Educação de Goiás e é integrante da comissão técnica do Movimento Todos pela Educação, além de ser membro de várias entidades ligadas ao ensino, como o Instituto Sangari do Brasil.

Na vida política, já foi Deputada Federal por dois mandatos (2003-2006 e 2007-2010), o que demonstra a confiança do povo goiano na seriedade de suas propostas. Atuando no Congresso, honrou os votos recebidos e comprovou toda sua eficiência, tendo sido autora do Projeto de Lei que criou o Ensino Fundamental de nove anos, revendo todo o conceito de alfabetização e propiciando um ano a mais de escolaridade na vida do brasileiro. Não obstante, ainda participou ativamente da elaboração do Plano Nacional de Educação, ajudou a criar o piso salarial nacional para professores e foi relatora do projeto de lei que visa instituir a escola de tempo integral em todo o país. Isso sem contar as várias comissões e Frentes Parlamentares das quais foi membro.

Conhecida no meio político goiano por sua competência, foi chamada para ocupar os cargos de Secretária de Estado da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Cidadania, onde ajudou a colocar em prática projetos inovadores e de grande contribuição social.

Foi na gestão da professora Raquel como Secretária da Educação, Cultura e Esporte do Governo de Goiás que tive a oportunidade de trabalhar com essa grande figura de nosso estado, presenciando de perto toda a garra e empenho dessa corajosa mulher à frente das difíceis tarefas que a vida pública exige. Vi que não é exagero todas as qualidades que sempre escutei a seu respeito e tenho consciência do prestígio que foi ser seu colega de trabalho. E por isso senti que não deveria me abster de me pronunciar a respeito dela nesses tempos de definições eleitorais.

Todos sabemos que a corrida eleitoral exige ponderações e muita reflexão dos partidos políticos acerca das escolhas dos candidatos, pois àqueles cabe a responsabilidade de lançar ao eleitorado as pessoas mais competentes e qualificadas para os cargos que porventura possam ocupar.

Em abril desse ano, Raquel declarou que deixava o cargo de titular da Secretaria da Educação, com o objetivo de estar disponível para o projeto político liderado por Marconi Perillo e José Eliton, dos quais inclusive partiu o convite de descompatibilização.

Com isso, o projeto político do PSDB para o estado de Goiás tem em mãos agora a oportunidade de oferecer à população goiana uma contribuição ainda maior dessa mulher aguerrida, que possui uma história de vida voltada a conquistar benefícios para o estado.

Além de todo reconhecimento profissional de Raquel, não podemos esquecer de sua irretocável reputação moral e de sua representatividade como mulher na política. A presença de candidatas na disputa eleitoral é essencial para o fortalecimento da democracia, e a participação feminina é extremamente necessária num cenário em que mulheres ainda lutam muito para terem reconhecimento e respeito em um país de cultura predominantemente machista e de raízes patriarcais como é o Brasil.

Há ainda o fato de que a maioria dos eleitores brasileiros é composta por mulheres (pouco mais de 51,7% do total, segundo o governo federal), o que demonstra ainda mais que somente com uma participação feminina plena e efetiva na vida política do país estaremos alcançando um regime democrático justo e paritário. E essa tarefa começa com os partidos políticos, que devem voltar mais atenção a essa parcela da população.

Raquel Teixeira é nome de peso para integrar a campanha de José Eliton e ocupar a vice-governadoria do estado. É a decisão mais acertada e coerente e que não pode ser deixada de lado por negociações de campo partidário. Além de ser gabaritada politicamente, Raquel engrandece a chapa majoritária por ser uma referência nacional em políticas públicas de valorização da educação, e agregaria ao projeto de José Eliton um capital político respeitável. Com a escolha dela para vice, ganha a justiça do merecimento e ganha o povo goiano. A escolha do nome da professora Raquel enriquece o pleito e legitima o discurso da base aliada de continuar buscando avanços para Goiás.

Daniel Silva – Bacharel em Direito
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