Marconi Perillo é detido pela PF na Operação Cash Delivery

Ex-governador prestava depoimento nesta quarta-feira (11), na sede da PF, quando teve a prisão decretada

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) está detido na sede da Polícia Federal (PF) em Goiânia. A prisão do político foi decretada na tarde desta quarta-feira (10) enquanto ele prestava depoimento na Operação Cash Delivery, que apura o pagamento de propinas a agentes públicos para favorecê-los em campanhas eleitorais.

Advogado de Marconi, Antônio Carlos de Almeida, o Kakay, divulgou nota em que se diz “perplexo” pela expedição do mandado de prisão do cliente. Diz a defesa no posicionamento:

“A Defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registrar a completa indignação com o decreto de prisão na data de hoje. O Tribunal Regional da Primeira Região ja concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1.

Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex Governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados.

A Defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham contemporaneidade. Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos. Kakay”

O depoimento de Marconi Perillo estava marcado para as 15 horas, mas o ex-governador teria chegado ao prédio da PF duas horas antes e entrado pelos fundos do edifício. Ele não falou com os jornalistas. A defesa do tucano declarou que Marconi “recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento […] e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos”.

De acordo com a Polícia Federal, o ex-governador é investigado pela suspeita de ter recebido R$ 12 milhões em propinas de empreiteiras. O dinheiro teria sido supostamente destinado às campanhas eleitorais de 2010 e 2014, quando Marconi foi eleito governador e reeleito para administrar o Estado nos últimos quatro anos.

O político disputou neste ano uma vaga no Senado, mas não foi eleito. Ele obteve 416.613 votos. Os dois candidatos eleitos por Goiás, Vanderlan (PP) e Jorge Kajuru (PRP) receberam, cada um, mais de 1 milhão de votos.

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