Em Goiânia, a primavera pede passagem com suas cores, frutas e aromas

A chegada da Primavera, no último dia 23, já tem mudado a paisagem e feito os goianienses sentirem na pele e no meio ambiente as alterações trazidas pela nova estação, cuja principal característica é o reflorescimento das espécies. Algumas flores, por seu colorido e delicadeza, chamam mais atenção como orquídeas, jasmim, violetas, crisântemos, rosas, girassóis, margaridinhas, entre outras.

Quem mora próximo a grandes áreas verdes tem o privilégio de estar em contato todos os dias com esse colorido especial e aromas, o que segundo especialistas, agrega em muito para a qualidade de vida. Moradores de condomínios horizontais como o Aldeia do Vale, localizado na região leste de Goiânia, tem essa sorte. O residencial possui mais de 1,5 milhão de metros quadrados de área verde, o que inclui uma área de preservação permanente (APP),  mata ciliar, lagos e praças.

Nessas áreas estão reunidas mais de  quatro mil árvores de 72 espécies diferentes e que nessa época montam um cenário de cores vibrantes. “Esse contato com a natureza traz uma maior qualidade de vida e também um clima mais agradável para os moradores e para o entorno do condomínio”, salienta o diretor de meio ambiente do condomínio horizontal, Ovídio Palmeira Filho.

O engenheiro agrônomo Elton Carlos explica que a primavera é o momento em que a fauna e flora saem do período de dormência e pausa, vivido durante o outono e inverno, que é quando as plantas guardam energia e perdem suas folhas, processo necessário para encarar o clima seco e frio dessas duas estações. “A primavera vem para dar início ao novo ciclo de vida na natureza. Com a elevação das temperaturas nessa época, as árvores deixam de economizar energia e vemos com isso uma grande floração, pois a seiva volta a circular, liberando energia e dando vida ao vegetal, transformando toda a paisagem ao redor, do seco ao colorido”, esclarece.

O especialista explica também que esta época é importante para a preservação das espécies, pois quando os insetos polinizadores e os pássaros coletam o pólen das flores e as sementes, ajudam no reflorestamento. “As borboletas, junto com os pássaros se alimentam dessas flores e frutos, polinizando e disseminando sementes que são necessárias para a perpetuação das plantas, principalmente as que estão entrando em extinção”, frisa.

Elton diz ainda que a primavera traz qualidade de vida às pessoas, além do aspecto estético para as cidades. “É cientificamente comprovado que a mudança das cores diminuem a depressão ao quebrar o cinza e a sequidão”, sublinha.

Transformação

No Condomínio Aldeia do Vale a transformação da paisagem já pode ser vista com as flores desabrochando e os frutos crescendo nas copas das árvores que vão ficando mais verdes a cada dia da primavera, que segue até o dia 21 de dezembro. O diretor de meio ambiente do condomínio explica que por realizar um reflorestamento planejado, há ocorrência de flores quase que o ano todo dentro condomínio que conta com  mais de 300 espécies diferentes do cerrado, principalmente, e Mata Atlântica e Floresta Amazônica entre as mais de 30 mil árvores.

Ovídio Filho diz que optou-se por plantas que têm floração e frutificação em épocas diferentes do ano, e não apenas na primavera. É o caso dos cerca de 200 ipês que existem dentro da área do residencial, que dão flores justamente no clima rigoroso do inverno. Ovídio diz que todas as estações têm sua beleza, mas admite que a primavera é a época da renovação da fauna e da flora e que encanta a todos com seu colorido. “Aqui no condomínio temos hoje mais de 30 mil árvores e quatro mil apenas na área de reflorestamento, que nesta época embelezam o condomínio por completo e ajuda na preservação da natureza”, afirma.

Para manter essa exuberância em grande parte do ano, Ovídio diz que a administração do condomínio Aldeia do Vale realiza um manejo cuidadoso de sua flora o que inclui ações como a criação e cuidados com abelhas, que são nativas da região. Conforme explica o diretor de meio ambiente, esses insetos coletam o pólen e o néctar, voando de flor em flor polinizando outras flores e promovendo a reprodução e perpetuação das espécies. “Nós aqui cuidamos das abelhas Jataí e Mandaguari, que não possuem ferrão. E é na primavera que elas fazem todo esse belo trabalho”, conta Ovídio.

Primavera frutífera

A ocorrência de muitas frutas, segundo explica o biólogo Leandro Georges, é mais uma característica da primavera. “Este é um período de florescimento e frutificação das espécies, principalmente aqui no Cerrado. O processo ocorre como um ciclo, pois as folhas caem no inverno, chega a primavera com flores e frutos que alimentam os animais e esses fazem a propagação das espécies, soltando pólen e sementes longe dos locais coletados que são germinados assim que começam as chuvas”, conta o biólogo.

Entre as árvores frutíferas comuns do bioma cerrado que soltam flores e frutos durante a primavera temos o pequi, as palmeiras, cagaitas, cajuzinhos do cerrado, taperebá (também conhecidos como cajazinhos), pitomba, buritis, guarirobas, jambo, tamarindo, goiaba, abacate, murici, mama cadela, baru, entre outras. “Além das flores que são de espécies variadas e florescem, cada uma na sua época, durante todo o ano, temos no condomínio uma grande diversidade de árvores frutíferas como mangas, bacupari do cerrado, acerolas e a mangaba”, descreve Ovídio Filho.

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