Paixão por piano

O cantor e compositor goiano Pedro Scalon sente que nasceu para esse instrumento, além de achar que existe algo de espiritual nessa sua relação com o piano e não consegue explicar

A paixão do cantor e compositor goiano Pedro Scalon, por piano é antiga. Desde seus seis anos de idade ele já se divertia com o instrumento. Ele é formado em música pela Universidade Souza Lima em São Paulo, tem 32 cursos técnicos pela Escola de Música e Tecnologia (EMT-SP) e duas pós-graduações pela Berklee College of Music em Boston nos Estados Unidos. Estudos esses que aguçaram ainda mais seus ouvidos para o toque do piano.

Para o cantor o piano é o instrumento que mais o conecta consigo mesmo. “Sinto que nasci para esse instrumento. Acho que existe algo de espiritual nisso que não consigo explicar”, diz Pedro.

“Na minha opinião, depois da voz humana,  o piano é o timbre mais belo que existe. Antes de tudo sou um apreciador do belo,  e tento dignificar minha existência em busca disso . O piano me leva ao encontro de algo sublime . Sou apaixonado por artistas e compositores pianistas desde sempre, como Freddie Mercury, Chopin, Elton John e Mozart”, reforça sua paixão pelo instrumento.

História do piano
Segundo informações do site História de Tudo, o piano é muito conhecido atualmente por ter sido o principal instrumento usado por importantes músicos da história, como Mozart e Beethoven. Munido de um teclado geralmente composto por 88 teclas, é um instrumento musical de corda percutida. O som é gerado pelo acionamento dos martelos de madeira, que percutem as cordas em seu interior.

O piano foi criado pelo inventor italiano Bartolomeu Cristofori, por volta de 1700. Cristofori procurou idealizar uma evolução do cravo, um instrumento bastante parecido com o piano, com a diferença de suas cordas serem tangidas por bicos de penas. A principal aspecto que diferencia os dois instrumentos é o fato de o piano ser capaz de emitir sons suaves ou fortes, de acordo com a intensidade que é tocado, enquanto o cravo, não. É aí que encontramos a origem da palavra “piano”, que em italiano significa “suavemente”.

Os primeiros pianos da história eram bastante precários. Em 1783, o instrumento sofreu uma grande evolução quando o inglês John Brodwood criou o pedal surdina e o pedal direito. Outro avanço se deu em 1821, com o francês Sébastien Erhard, o qual criou um mecanismo que permitia o toque de uma tecla repetidamente.

A segunda metade do século XIX serviu para o aperfeiçoamento e para a introdução destas novas ideias nos modelos fabricados. Durante o século XX, o piano já era um dos principais instrumentos musicais, uma consequência natural de sua versatilidade e grande aplicação na música ocidental.

Mais sobre o artista
Pedro também é professor de piano há mais de 10 anos e atualmente dá aula no Conservatório  GTR em Brasília, além de licenciar outros cursos, como musicólogia e neurociência/música por todo Brasil. Pedro Scalon lançou em setembro, seu quarto single do CD Translúcido, segundo álbum oficial de sua carreira. A música intitulada de “Deixa” foi lançada em todas as plataformas digitais como YouTube, Spotfy, Dezzer, Instagram, Facebook entre outras. Essa canção já foi elogiada publicamente nas redes sociais por Flávio Venturini, Carmem Manfrefini (irmã de Renato Russo), Zé Alexandre e Oswaldo Montenegro.

O novo álbum tem 10 músicas e todo mês será lançada uma nova, com produção de Ricardo Ponte, ganhador do Grammy latino. Todas as canções desse trabalho são autorais. Pedro descreve suas composições como a forma que ele enxerga o mundo, “componho realmente o que eu vivo, sempre penso em coisas que possam tocar o íntimo das pessoas, mas as levando a não ter um pensamento estático”. As composições do seu mais novo álbum foram feitas durante os últimos dois anos, momento em que se mudou de Goiânia para Brasília e teve um filho. Com o CD Translúcido, Pedro executou uma mudança de estética e linguagem.

O músico descreve o novo trabalho como uma fusão do Pop, do Rock, e da Música Popular Brasileira (MPB), mas com um forte teor poético. Ele, que inclusive, tem duas antologias de poesias publicadas pela Secretaria de Cultura do Estado de Goiás, diz que gosta de compor sobre assuntos que darão margem para que as pessoas possam pensar criticamente, dando possibilidades maiores de interpretação.

No período de produção, Pedro andou escutando novos sons, como Jhon Mayer, Tiago Iorc, e Maria Gadu, entre outros.  A ideia era unir o moderno e o tradicional. “Quando se trata de Pop, MPB e Rock, a Música Popular Brasileira precisa voltar a ter voz, precisa voltar a ser pulsante”, desabafa.

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