Arquitetura em construção: novo profissional precisa se adaptar à tecnologia

Apoiada pelo Founder Institute e o Gyntec, startup goiana cria plataforma digital para otimizar tempo, reduzir custos de projetos e conectar atividades correlacionadas do mercado 

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Considerada uma área abrangente e complexa, a arquitetura está ligada à evolução humana, passando a existir quando o homem começou a construir abrigos para se proteger dos predadores, com paredes de pedra, folhas e depois tijolos feitos com barro. Acompanhando as mudanças ao longo da história, a arquitetura se modernizou com a chegada de tecnologias que facilitam o trabalho do arquiteto, em todas as etapas dos projetos. Um exemplo é a startup goiana ArqColab, criada pela arquiteta Liana Araújo, a partir de uma necessidade  de conciliar seu trabalho com as demandas da maternidade.

A solução para o seu problema acabou virando um negócio. Em agosto de 2019, ela criou a startup para reduzir custos e otimizar o tempo de trabalho de engenheiros, arquitetos e designers de interiores, após participar do programa de startups Founder Institute. A iniciativa contou com mentoria de Marcos Alberto Bernardo Campos, fundador do Gyntec Condomínio Tecnológico e sócio da Sírius Venture Capital, empresa especializada na aceleração de startups.

Liana desenvolveu uma plataforma que une profissionais que estão sem tempo, com outros que querem uma renda extra. “O profissional pode tirar dúvidas, contratar maquetes ou ainda terceirizar etapas de um projeto, reduzindo tempo e dinheiro”, esclarece a empreendedora que explica ainda que “no caso de projetos de arquitetura, por exemplo, de cada 320 horas de trabalho, cerca de 280 são gastas com desenho técnico e confecção de maquete 3D”. Liana conta que fez um estudo preliminar antes de criar a startup e descobriu que 70% dos clientes finais reclamavam do prazo de entrega e qualidade do material, o que segundo a arquiteta, ocorre porque muitas vezes o profissional que assina o projeto tem dificuldade em fazer essa parte mais detalhada, que demanda sempre muito tempo.

“Quem contrata nossos serviços têm o único trabalho de descrever o seu projeto, definir os detalhes e o conceito, então outro profissional da nossa plataforma faz essa revisão final, que é mais técnica”, esclarece. Marcos Alberto lembra que uma boa ideia por si só não é o bastante para virar um bom negócio. “É fundamental ter pessoas capacitadas neste processo. No ecossistema de startups as pessoas são muito ativas e super solícitas”, afirma.

A arquiteta destaca que hoje não é possível se falar em arquitetura sem ligar à tecnologia. “A evolução é inevitável, e a modernização veio para nos ajudar a desenvolver projetos com mais precisão e seguros. Ignorar a tecnologia é um erro, quem não se moderniza acaba ficando obsoleto, assim como nossas antigas ferramentas de trabalho”, reforça Liana.

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