Prótese mamária: Como cuidar para evitar problemas futuros

O cirurgião plástico Fernando de Nápole esclarece as principais dúvidas e novidades sobre o silicone mamário

Segundo informações do cirurgião plástico Fernando de Nápole, os cuidados com prótese mamária devem ser tomados desde a escolha do material, passando pelo repouso, até o acompanhamento periódico. As próteses mamárias variam de formato, textura, conteúdo, volume e marca. A escolha dependerá de cada biótipo. São fatores que influenciam na escolha: largura do tórax, elasticidade da pele, tamanho e formato das mamas antes de serem operadas e o desejo da paciente.

Questionado sobre a troca da prótese, o cirurgião disse que não é obrigatória a substituição do silicone mamário a cada 10 anos como se fazia no passado. “As únicas condições que nos obrigam a trocar as próteses são: rejeição (contratura capsular), ruptura do implante, infecções, neoplasias ou doenças reumatológicas relacionadas à prótese”, esclareceu.

Os cuidados que se deve ter com as próteses ao longo dos anos são; realizar exames para verificar o estado da prótese mamária como, a realização de ultrassonografia mamária anualmente ou ressonância magnética das mamas a cada dois anos.

O cirurgião plástico Fernando de Nápole

Dúvidas recorrentes:

É necessário ou tem algum medicamento que se use para prolongar a durabilidade e qualidade de prótese?
Fernando de Nápole – Para prolongar a durabilidade da prótese não existem medicamentos. Quando observamos contratura capsular em fase inicial está indicado a ingestão de vitamina E e inibidor de leucotrieno.

A pessoa que tem prótese deve evitar fazer algum tipo de movimento ou exercício?
Fernando de Nápole – É aconselhável evitar traumas repetitivos e diretos nas mamas, como exemplo, as lutas em geral. Podem acarretar microtraumas nas próteses podendo levar a formação de sangramento tardio, contratura capsular e ruptura das próteses.

Como identificar rejeição da minha prótese?
Fernando de Nápole – O exame físico apresenta-se com as mamas endurecidas a palpação e doloridas. Com o passar dos anos as mamas ficaram distorcidas, assimétricas e inestéticas. Os exames de imagem são fundamentais para sua detecção precoce, sendo a ressonância magnética o padrão ouro.

Como identificar a ruptura da minha prótese?
Fernando de Nápole – A mama adquire um aspecto flácido à palpação e, mais uma vez, a ressonância magnética ajuda no diagnóstico certeiro.

Existem marcas ou modelos melhores?
Fernando de Nápole – Todas as marcas são aprovadas pela ANVISA. Particularmente, prefiro as de mais alta aderência. Possuem uma maior capacidade de “grudar” ao tecido mamário evitando seus deslocamentos precoces. Em relação ao formato, as pacientes brasileiras preferem as redondas por levarem a formação do colo mamário mais marcado. Quanto ao volume, o mais compatível com o corpo das pacientes, sem exageros. Podem variar de 275 a 400, sem vulgaridades. Na escolha final, marcas que deem assistência pré e pós venda e que tenham maior tempo de prática no mercado.

Existe um sutiã interno que mantém a prótese mais firme? Se sim, como seria?
Fernando de Nápole – Existem vários tipos de próteses mamárias no mercado. Os médicos que têm o hábito de usarem próteses lisas ou de microtextura precisam fazer algo para firmar essa prótese dentro da mama para não deslizar para baixo.

Normalmente, é feita uma sutura da dobra da mama (sulco mamário) às estruturas mamárias internas. Essa manobra é vulgarmente chamada de sutiã interno. As próteses utilizadas pela maioria dos cirurgiões plásticos do Brasil, não precisam deste tipo de manobra cirúrgica pois não apresentam esse risco de deslizamento já que seu grau de aderência é maior.

Próteses lisas ou rugosas?
Fernando de Nápole – Ambas possuem vantagens e desvantagens.  Particularmente, prefiro as rugosas. Possuem maior capacidade de aderência com resultados estéticos mais previsíveis.

Quem tem prótese pode ter reumatismo?
Fernando de Nápole – Existe uma relação entre a colocação de prótese mamária e desenvolvimento de doenças hematológicas autoimunes. Nesses casos, está indicada  a retirada definitiva dos implantes mamários.

Pode desenvolver câncer por conta da prótese?
Fernando de Nápole – Antes desconhecido, o linfoma anaplásico de células grandes é uma tumoração que pode desenvolver-se na cápsula que envolve o implante mamário. Sua frequência de ocorrência é baixa mas merece atenção. Vigilância anual mediante realização de ultrassonografia mamária ou ressonância magnéticas das mamas a cada dois anos, é de suma importância para seu diagnóstico e tratamento precoce.

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