Mercado imobiliário pode reaquecer no 2º semestre

Demanda por imóveis no Brasil deve disparar nos últimos seis meses do ano, aponta pesquisa. Especialista em direito imobiliário aponta que sete novos públicos são responsáveis pelo boom do setor

O mercado imobiliário brasileiro pode viver o melhor semestre do século 21. Segundo a última pesquisa da Datastore, empresa de pesquisas de mercado para o setor imobiliário, que entrevistou 1.647 pessoas entre 4 de junho a 2 de julho, o índice de intenção de compra nos segmentos popular, médio padrão e alto luxo em todo o País chega a 28,7%. Os números indicam que mais de 14,5 milhões de famílias teriam intenção de adquirir um imóvel nos próximos 24 meses.

Para o advogado especialista em mercado imobiliário, Diego Amaral, do escritório Dias & Amaral, a pandemia provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19) teve grande responsabilidade nessa mudança. “As pessoas que acabaram ficando mais em casa pouparam nesses últimos meses e agora querem melhorar o imóvel, ou ir para um melhor”, afirmou Diego.

Diego imagina que esse ano ainda terá investimento na melhoria da moradia, já que a possibilidade de gastos maiores com viagens, por exemplo, só deve acontecer no segundo semestre de 2022 ou 2023.

Diego Amaral,

Novo Perfil do mercado imobiliário
O especialista Diego aponta que sete novos públicos são responsáveis pelo boom do setor, apesar de bastante diversos:

·          Jovens adultos que querem investir;

·         Casais acima de 35 anos que não querem filhos;

·         Casais que têm apenas um filho

·         Casais que são pais de pets:

·         Pessoas LGBTQIA+;

·         A turma com mais de 60 anos;

·         Geração digital


O primeiro público de novos consumidores de imóveis destacados pelo presidente da Datastore são os adultos solteiros que têm entre 25 e 35 anos. Ativos no mercado de trabalho, eles vivem com os pais ou amigos e pensam em se casar mais tarde.

Os casais com mais de 35 anos formam três públicos distintos. Há os que decidiram não ter filhos, gostam de viajar e fazer compras e buscam apartamentos mais práticos e modernos. Depois vêm os casais com um único filho, que também querem imóveis compactos, só que bem equipados, com home office, varanda gourmet e estrutura de lazer. Por fim, Há os casais que têm pets como filhos.

O quinto público formado é por pessoas LGBTQIA+, que engloba as características dos quatro anteriores, os quais desejam ser atendidos com respeito e dignidade, o que nem sempre acontece. Para drº Diego trata-se de um grupo com alto poder aquisitivo, que preza por qualidade, opta por acabamentos de primeira linha e aceita pagar mais para ter conforto.

O sexto grupo que emergiu no novo cenário é o das pessoas com mais de 60 anos, que estão se tornando avós mais tarde ou nem o serão. Público que investe em longevidade e moradias mais práticas. Não querem apartamentos grandes com altos custos de manutenção e condomínio e desviaram as despesas para saúde e bem-estar.

Por último a turma da era digital, que hoje está na faixa dos 25 anos e opta por ser solteira. São pessoas que não moram mais com os pais nem terão filhos porque almejam a individualidade.

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