Redução da taxa do crédito imobiliário é anunciada pela Caixa

Advogado especialista em mercado imobiliário explica as mudanças no setor de imóveis. Taxa cobrada a partir de sábado (18) será de 2,95% ao ano, somada à remuneração da poupança

A Caixa Econômica Federal anunciou no ultimo dia 16 a redução de 0,4 ponto percentual na taxa de juros da linha de crédito imobiliário atrelada à poupança. De acordo com o banco, a partir de 18 de outubro, será possível contratar financiamento pela modalidade com juros a partir de 2,95% ao ano, somadas à remuneração da caderneta.

Segundo informações do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, a redução foi possível por que o banco registrou aumento de lucro de R$ 300 bilhões contratados na atual gestão e segue como o maior financiador da casa própria no país, com 67,1% de participação do mercado. Em agosto de 2021, foram R$ 14,01 bilhões em novos contratos, sendo o mês de maior contratação da história da Caixa.

Para o advogado especialista em direito imobiliário, Diego Amaral, do escritório Dias & Amaral, o Governo Federal está sendo pressionado pela inflação brasileira, a qual os especialistas entendem que esse ano de 2021 vai bater a casa dos 8% podendo ser reduzida de 4.2 a 4.4 pontos no ano que vem. Essa pressão em cima do Governo Federal faz com que o governo Bolsonaro tenha que tomar medidas atinentes as rendas pequenas, rendas menores e oferta de crédito para a população.

“O aumento de juros faz com que os valores dos financiamentos naturalmente se elevem, mas quando a Caixa opta por meio de uma política interna em reduzir juros relacionados aos programas de financiamentos habitacionais, o banco quer dizer que o lucro obtido pode ser destinado a facilitação de abertura de créditos para financiamento de imóveis”, explica dr. Diego.

Diego Amaral ´advogado especialista em direito imobiliário

 “A Caixa abaixa a taxa de juros, fazendo assim com que o país diminua ou tente diminuir o seu déficit de habitação, que é relevante e compreendendo uma parcela importante da população que ainda não tem a sua casa própria”, complementa.

Guimarães disse que o banco tem mais de R$ 200 bilhões em títulos públicos, que remuneram a Selic. Por este motivo, quanto maior a taxa básica de juros, maior o ganho do banco. A decisão ocorre no momento em que o Banco Central tenta frear a alta da inflação com o aumento da Selic. Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima quarta-feira (22), o BC de elevar a Selic para 6,25% ao ano. Atualmente, ela está em 5,25%.

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