Goiás é o 2º estado com mais registros de órfãos no país pela Covid-19

Covid-19 deixa pelo menos 12 mil crianças brasileiras órfãs, levantamento aponta ainda que 223 pais morreram vítimas da Covid-19 antes de verem o nascimento dos filhos. Goiás teve 809 registros de mortes com pais de crianças de até seis anos

A Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) aponta que ao menos 12.211crianças de até seis anos ficaram órfãos de pai ou mãe em decorrência da Covid-19, entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Os dados foram coletados por meio do cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de óbitos e da certidão de nascimento das crianças, feitos nos mais de sete mil cartórios de registro civil do país.

Segundo informações do Bruno Quintiliano, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Estado de Goiás (Arpen – GO), Goiás teve 809 registros de mortes com pais de crianças de até seis anos, sendo assim o segundo estado com mais órfãos da Covid-19 do Brasil.

Bruno Quintiliano presidente da Arpen Goiás

De todos os estados, São Paulo foi disparado o que mais registrou mortes de pais de crianças de até seis anos. Foram 3.836 óbitos contabilizados pelos cartórios. Depois, Rio de Janeiro em 3º (774) e Paraná em 4º (753).

Informações do presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Fiscarelli, explica que só foi possível analisar informações de crianças de até seis anos de idade. “Para esse cruzamento também foi necessário o CPF das crianças e, apenas a partir de 2015, os Cartórios puderam emitir o documento diretamente nas certidões de nascimento em todo o território nacional. Antes disso só teria como analisar casos em que os responsáveis alteravam o documento dos filhos posteriormente, por divórcio, por exemplo. Sendo assim, conseguimos cruzar números somente das crianças que nasceram há seis anos”, afirma Fiscarelli.

Ainda de acordo com o levantamento, 223 pais morreram de covid-19 antes de verem o filho nascer, enquanto 64 crianças de até seis anos perderam o pai e a mãe para a doença. Os bebês com menos de um ano foram os mais afetados, representando mais de um quarto (25,6%) dos órfãos de um dos responsáveis.

Até a noite da quarta-feira (13/10), o Ministério da Saúde registou 601.576 mortes em decorrência do vírus. Cerca de 80% das vítimas tinham mais de 60 anos de idade, de acordo com o portal de transparência dos cartórios de registro civil. Ao todo, mais de 405 mil idosos morreram com suspeita ou confirmação da doença.

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